ULTRAPASSAR OS LIMITES NÃO É UM ERRO MENOR DO QUE FICAR AQUÉM DELES. ( CONFÚCIO)

A VIDA COMEÇA NO FINAL DA SUA ZONA DE CONFORTO!!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bolívia - Huayna Potossi [Minha Primeira Experiência em Alta Montanha]

Sobre o Huayna Potossi eu sentei e chorei, mas aprendi.



Domingo, 24 de julho de 2011

Acordei um pouco atrasada.. engoli o café da manhã no Hostal, peguei minha mochila e tomei um táxi até a calle Illampu onde deveria me encontrar com o pessoal sentido Huayna Potossi.
Conheci meu guia Lorenzzo, os Belgas Timy e Nile e o Brasiliense Rafael Pereira na sala da Agência da Hiking Bolivia.


Timy, Nile, Eu e Rafa

Provei alguns equipamentos que me faltavam e entramos na van onde desenvolvemos algumas conversas tímidas entre os belgas..e desembestei a falar em português com o Rafa..
Paramos pra comprar ÁGUA e chocolates.. chocolates são mto bons para montanha pois além de deixar a garganta lubrificada evitando que ela fique seca, com tosses.. e maior cansaço, ele repõe a energia que vc perde na caminhada.





Huayna Potossi

Chegamos ao primeiro acampamento situado na base do Huayna Potossi por volta das 13 horas da tarde à exatos 4.800 m de altitude. Haviam outros montanhistas por lá.. o banheiro era do lado de fora do abrigo.. deixamos nossas mochilas na parte superior do Refúgio (bem aconchegante por sinal), almoçamos uma comida gelada, nos trocamos e fomos para o nosso curso de gelo!!


Refúgio Base do Huayna 4.800m

Parte superior do Refúgio onde dormimos


Dentro do Refúgio, nos arrumando para seguir ao Glaciar



Primeiro contato com o Huayna Potossi


Glaciar onde tivemos o Curso no Gelo


Nos dirigimos para um glaciar onde tive o meu primeiro contato com grampones, andar com aquelas botas rígidas, e com a neve. sim.. nevou um pouquinho durante o nosso curso, pareciam isoporsinhos caindo do céu.. que em seguida se derretiam e transformavam-se em água.


Bem.. "Sou brasileira e nunca vi neve" à parte, começamos nosso curso!
Tivemos dicas de como andar em verticalidade.. como lidar com o piolett, como cravar os grampones.. como escalar e desescalar etc.












Segue um vídeo PAPELÃO desse curso! kkkkkkkkkkkkkkk desabei do glaciar e Senti o coração vindo parar na boca kkkkkkkkkkkkk



Fiquei Depois com tanto medo de cair novamente.. que no final do vídeo eu já estou no chão.. poderia ter saído andando.. e faço o contrário..  to quase deitada.. ainda fincando o piolett no gelo kkkkkkkkkkkk olha, um papelão atrás do outro.. kkkk e o Rafa filmando tudo.. rs


Depois deste curso no gelo retornamos ao refúgio base com uma caminhada de mais ou menos 40 minutos se naõ estou enganada.

No Abrigo, ficamos deitados um pouco até sair o jantar.. um macarrão maravilhoso.. quentinho.. e mto mate de coca! o pessoal estava super animado.... jogando UNO.. ganhei a primeira partida.. e logo fui dormir enquanto todos continuaram lá.

Segunda Feira, 25 de Julho de 2011

Acordei de madrugada.. pelo menos umas 400 vezes querendo muito.. mais muito mesmo fazer xixi, mas só de pensar no frio que deveria estar lá fora.. do barulho que eu ia fazer até colocar todas as minhas roupas, e no banheiro que ficava a "LEJOS",  tentava trapacear enganando minha bexiga e dormia denovo. Acordava mais apertada! kkk e esse ciclo se repetiu diversas vezes.. até o Rafa acordar também.. ele falou que tava apertado kkkk entaõ descemos por volta das 7h da manhã para fazermos nossas respectivas necessidades fisiológicas número 1 rsrs.

Vista do banheiro que ficava do lado de fora do refugio, e ao fundo a pontinha do Huayna Potossi.

Depois de tomar café.. enrolamos um pouco, arrumamos nossas coisas.. e a Nile começou a passar mal do estômago.. mas continuou firme e nos dirigimos ao segundo acampamento, o acampamento alto que fica no meio da montanha por volta das 13 h da tarde.

Minha cargueira com aprox. 20kg 


Sentido Campo Alto


A caminhada era MAMÃO COM AÇÚCAR.  BICO BICO.. uma subida tranquila.. a única coisa que pesava era a altutide.. afinal estava alcançando os 5.000m de altitude pela primeira vez na minha vida, e carregando 20kg somente de equipamentos na cargueira (só o necessário: algumas roupas, saco de dormir, botas de gelo, grampones, piolett, água e acessórios.)

Caminhamos por volta de 3 horas até o campo alto, o Rafa foi na frente com os guias.. eu fui sozinha e o Lorenzzo ficou com a Nile e o Timy pois estavam passando mal e caminhando lentos.

Belgos passando mal

2º refugio - huayna potossi - Campo alto


Chegando no 2º Refúgio



Achei o Refúgio Alto Maneirissimo!!! As paredes todas pixadas por montanhistas de toda parte do mundo.. trazendo desabafos, histórias, piadas em todas as línguas e bandeiras de todos os lugares.










O Banheiro tinha o estado LAMENTÁVEL kkkkkk Com todo o respeito.. cara.. tive que tirar foto.. rsrsrs As pessoas tem que ter noção das coisas que eu passei!


Sim! é um balde! rsrs

é.. eu tive que dar um zoom só pra vc imaginar o cheiro rsrsrs  


Conheci 2 brasileiros de São Paulo que estavam independentes e pretendiam fazer cume no mesmo dia que eu. o Timy começou a passar muito mal,  teve até febre.. e a Nile melhorou.
Jantamos por volta das 18 horas e fomos dormir super cedo.






Vista da janela do refugio no momento que fomos dormir.. ainda estava claro.


O Plano era o seguinte: Acordaríamos meia noite, nos arrumaríamos, comeríamos uma coisa leve para partirmos à 1h da manhã. A média de ataque ao cume são de 5 horas de caminhada.. chegando ao nascer do sol as 6h da manhã.

Fui dormir ansiosa.. como uma criança que espera a excursão da escola na 3º série do primário! rs!

Terça Feira, 26 de Julho de 2011

Acordamos meia noite com o refúgio todo escuro, head lamps ligadas, uma movimentação discreta dos montanhistas pela casa e começamos a nos arrumar.
o Timy ainda passara mal, a Nile iria atacar o cume com o Lorenzzo; eu e Rafael iríamos na mesma corda com o Guia Álex.



Tomamos um Mate de coca e saímos um pouco atrasados.. aproximadamente 1:30am.

eu e Rafa em ataque ao cume - Inicio


Fazia muito frio.. aproximadamente -10 graus, um vento forte e gelado mas as nossas roupas impermeáveis e corta vento realmente eram mto eficientes e não nos deixaram sentir um frio exarcebado. Colocamos nossos grampones e saímos pela escuridão do Huayna Potossi. Era possível apenas enchergar em todo o breu.. algumas luzinhas que se perdiam no meio do caminho.

Seguimos Despassio y siempre! Em passos devagar porém constantes garantindo um bom ritimo e fazendo com que nosso guia nos elogiasse. Por ser minha primeira montanha.. aquelas botas eram muito pesadas.. e aqui deixo uma ressalva:

Fazer montanha no Brasil não tem absolutamente nada a ver com fazer alta montanha! rsrsrs
Fazer montanhas no Brasil como treino para alta montanha, é muito valido.. mas para garantir a sua condição física e resistência corporal, mas em questão de técnica.. no Brasil vc usa uma bota.. super leve.. em alta montanha vc está com uma bota extremamente diferente... rígida, pesada em relação à bota que usamos no Brasil, ainda temos que separar energia para cada passo onde temos de fincar os grampones na neve e retirar os pés da neve a cada passo ciclicamente. É realmente um esforço maior em neve e precisamos acostumar o nosso corpo e pernas à esse pesado gasto de energia.

Senti meu corpo no começo.. pois estava um pouco mais de 5.300m de altitude.. com botas pesadas.. tornando dificultoso meus passos em neve, eu estava cansada por causa da altitude.
Quando ouvia falar de altitude.. imaginava um ar rarefeito.. quase que uma FALTA DE AR em plena alta montanha.. algo um pouco mais desesperador.. kkk (um drama puro da caloura por falta de conhecimento no assunto), mas na realidade.. quando estamos sob altitude.. conseguimos respirar normalmente.. mas pela ausência de oxigênio.. é como se ficassemos cansados muito fácil... essa é a real: o nosso corpo fica cansado de forma precoce.. por pouca coisa.. eu dava 5 passos e parecia que tinha feito uma maratona de 3 dias seguidos.. kkkk tendo que descansar por 10 segundos e acredite: A caminhada desta montanha não é técnica..  comparada à caminhada do Brasil, é muito, mais muito fácil!!! porém temos a questão da ALTITUDE o que torna a situação completamente diferente!

O ritmo diminuiu um pouco.. mais continuamos constantes e atingimos 5.500 m de altitude, eu estava sentindo apenas um cansaço. Em hipótese alguma  eu pensava em desistir.
Mesmo sentindo aquela experiência toda de Altitude, sentindo duramente no corpo o contraste de andar na neve e fazer montanhas no Brasil.. desistir do cume jamais estaria nos meus planos. Eu sabia que chegaria ao cume..

Imagine.. Aqui no Brasil.. por mais que seja muito difícil, eu NUNCA desisti de uma montanha... isso na minha cabeça não existia! Ora, como pode iniciarmos uma montanha e não terminarmos ela? Mesmo que a façamos devagar.. uma hora atingimos nossa meta.. e foi assim que segui adiante.. com um propósito firme de conquistar o Huayna Potossi.

Aos 5.600 eu comecei a sentir uma leve pressão em minha cabeça. Paramos para comer um chocolate.. tomarmos uma água.. e percebi que o cano do meu camelback (mesmo que enrolado em um fleece) congelou parcialmente. O ideal mesmo é comprar uma garrafa térmica e levar uma bebida quente para tomar, afinal, água gelada também não é uma das melhores bebidas no meio da neve não é mesmo?.. rs

5.700 comecei a sentir vontade de vomitar.. passar um pouco mal.. e o guia perguntava se queria voltar.. eu dizia Firmemente que "NÃO.!". Durante o caminho passaram umas 3 duplas de homens que estavam passando mal e estavam retornando ao refúgio desistindo do cume! Mas nós seguíamos em frente sob o silêncio do cansaço, porém animados e conversando em alguns intervalos.

Consegui chegar até os 5.850m, mas estava parando demais.. passando mal.. com dor de cabeça forte.. e dor no estômago..querendo vomitar.

O Sol ja estava nascendo... me recordo desse momento com muita precisão. Foi uma das visões mais bonitas que tive: ver o sol nascer de uma montanha nevada.. e os raios sutilmente refletindo naquele branco.
O sol despontando, eu parada em pé.. apoiada no piolet cravado na neve, descansando, ja estávamos enxergando o cume, então meu guia Álex disse: "No se puede seguir adelante porque hay partes en la Cumbre con el roca y cuando sale el sol, el hielo se derrite y se convierte en agua, es muy peligroso después que sale el sol. Estamos muy lentos, y Isabelle, estas enferma, lo mejor que podemos hacer es volver."

Fiquei muda.

Não conseguia dar uma resposta positiva pro Álex.. não conseguia falar "Tabom.. vamos dar as costas para o cume!" aquilo não fazia parte dos meus planos.. e apesar de estar passando mal, eu estava ali pra fazer o caminho inteiro, estávamos a 230m do cume e abortar não era a minha idéia.



Depois de talvez 2 ou 3 minutos calada.. o Rafa falou que não teria problema nenhum em voltar (talvez ele tivesse receoso de que eu não estivesse querendo voltar por que não querer estragar sua ascensão.. entaõ ele tentou me deixar confortável).

Simplesmente a coisa mais dificil foi abrir a boca para concordar com a volta.

momento em que decidimos retornar ao refugio.

a parte rochosa é o cume. estavamos avistando o cume

Mas foi aí que recebi um dos maiores ganhos da viagem: o aprendizado da DICIPLINA de um montanhista. Era fora de lógica continuar a ascenção naquelas condições. Como o Guia Álex Havia dito, o sol já estava nascendo.. fizemos a montanha de forma lenta devido a altitude, era perigoso prosseguir com o sol nascendo por que enfrentariamos depois uma parte de rocha e neve derretida, o nosso desnível do Campo alto até o cume foi  de quase mil metros em ALTITUDE, e foi algo muito agressivo para o meu corpo que estara em altitude pela primeira vez.

O ideal [calouros. aprendam com a minha experiência, ou com o meu fracasso rs] era fazer uma montanha de 5.500 baixar.. e então depois tentar o Huayna Potossi, naõ ir de cara em uma montanha de 6.088m desnivelando de uma vez só 958m (saindo dos 5.130m) sem nenhuma aclimatação anterior em grande altitude! Bom .. tive que aprender isso na pele!!

Bem, concordei com a volta.. mesmo sem querer, temos que ser racionais, maduros o suficiente de ouvir um guia experiente e saber o limite do nosso corpo, a montanha é Senhora, e não pode ser desafiada! Voltando.. passando mal.. eu me lembro claramente.. naõ sabia se o que me doía mais era a cabeça.. o corpo ou o coração.

Disse em minha nota no facebook "Honestamente! Eu nao acreditava que estava voltando! Nao sabia se o que me doia mais era a cabeca ou o coracao.. me vi frustrada naquela imensidao de neve, na Imperiosidade do huayna Potossi, e la nao me contive: Eu sentei e chorei! Eu realmente nao acreditava que estava voltando para o campo alto, mas sabia que se continuasse, talvez passasse muito mal e tinha que confiar no meu guía, era o que me restava."

Ao chorar.. lembro-me das palavras desse meu grande guia que me foi um conforto imenso, ele me falou com grande sabedoria: "No llores, no te pongas triste.. por que la montana siempre estará aca! Tu puedes Isabelle.” acho que nunca vou me esquecer disso.





ao fundo descendo uma dupla que desistira antes de nós.

Gretas pelo caminho

kkkkkkkkk essa foto eu to parecendo o diabo.. kk minha cara de decepção ta explicita

sob o lindo huayna potossi

Voltamos ao acampamento alto e eu ainda estava um pouco mal, porém melhorando, meu nariz sangrou e tomei um remédio pra dor de cabeça que o Rafa me deu e me deitei por vinte minutos. Acho que ninguém nunca vai saber o que sentí naquele dia. Me sentía extremamente frustrada, eu que tinha passado tão bem duarante a viagem toda.. não tinha sofrido UMA dor de cabeça, nao sofrera nada de altitude, durante a ascenção dos 5.130 aos 5.850 fiquei mal!

De 5 brasileiros que estavam la, 2 homens paulistas, 2 homens brasilienses e eu mulher, paulista, nenhum atingiu cume: eu, um paulista e um brasiliense sofremos nesta mesma faixa de altitude e seus companheiros de montanha regressaram juntos. Ah! e A NILE CONSEGUIU!!!!!!! junto ao Lorenzzo!

Uma das coisas mais bonitas da montanha é o companherismo.. aqui deixo meu agradecimento público ao meu guia Álex e principalmente ao meu Companheiro Rafael Pereira Lima onde em momento algum foi incompreensível comigo, pelo contrário! foi muito parceiro e demonstrou grande hombridade em apoiar nossa descida.

Ao acordar, estava toda descabelada.. frustrada.. chorando direto.. rs e resolvi documentar aquele episódio da viagem



Almocei e arrumei minhas coisas para retornar para La Paz. fui para o térreo do refúgio e me coloquei a chorar quieta no meu canto.. sozinha em um cômodo do refúgio enquanto amarrava o cadarço de minhas botas, o Álex chegou e foi conversar comigo.. entaõ perguntei pra ele se eu seria capaz de subir o Pequeño Alpamayo, nessa hora eu ja estava descrente da minha capacidade corporal de subir alta montanha e ele me assegurou que faríamos cume juntos! disse para que eu confiasse nele, que tudo daria certo! Entramos na Van. Fui dormindo meio cabisbaixa deitada, ocupando uns 3 lugares da Van.. e ao chegar na agência, só de olhar para a esposa do Juan comecei a chorar! kkk

Aquele assunto me entristecia de uma forma Tão grande! sem contar que eu tava de TPM! kkkk aí com todo o perdão da palavra: do Jeito que eu tava e ainda de TPM??? FUDEU NÉ! kkk juntou a fome e a vontade de comer.. rsrs coitado de quem tava do meu lado!

Ao  me ver chorar o Juan me disse que eu conquistei uma grande marca, e que muitas montanhas ficam com o cume inferior aos 5.850m, o Pequeño Alpamayo por exemplo fica a 5.420. E que muitos brasileiros não chegam nem ao campo alto. Outros montanhistas brasileiros de renome, retornam a Bolivia várias vezes pois nao conseguiram fazer cume de primeira em montanhas menores.

Pensei em desencanar de alta montanha, neve e tudo mais. Mas Eu  amo a montanha, e não vou desistir. Penso que como numa escalada, as vías difíceis não se conquistam sem experiência. Muitas vezes tomamos uma vaca, mas só encadenamos se formos persistentes. Na verdade a persistência é quem nos leva próximos da perfeição. Foi então que decidi em fazer o Pequeño Alpamayo SIM.

Era uma terça feira, decidi descansar na quarta e marcar a saida para o condoriri na quinta.
Eu e o Rafa estávamos mortos de fome.. e decidimos de mochila, sem banho nenhum entrarmos num restaurante e comer! Entramos em um restaurante mexicano e depois de tanta decepção.. o que me restou foi uma Paceña! kkkkkk







O Rafa foi para o Hostel Onkel in comigo.. se hospedou por lá tambem..


Haviamos marcado de sair a noite com os brasileiros que conhecemos no Huayna, eram eles o Marcos e seu amigo Luis Fernando, fomos novamente para o Mongos onde me acabei de dançar Salsa com a Maya (a convidei quando cheguei no hostal)!!

Rafa, Maya eu, Luis Fernando e o Marcos

Quarta feira 27 de julho de 2011

Acordei GRIPADA e agora? e o Medo de subir o Pequeño Alpamayo e me dar alguma coisa? uma gripe mal curada.. naõ sei o quanto isso me afetaria em Alta Montanha.

Tirei essa quarta Feira para descansar em La Paz, Fiz uma nota no meu facebook com um ligeiro sentimento de vergonha ao dizer que não conseguira fazer o Huayna Potossi.. mas em troca recebi muito apoio.. muito carinho de todas as pessoas!!! pessoas próximas.. outras nem tanto.. porém todas com o ponto em comum: me apoiando e me dando forças pra ir com tudo para o Pequeño Alpamayo!!

Todos diziam que era normal voltarmos no meio do caminho.. que devemos ser prudentes e que chegar aos 5.850m de altitude era uma grande marca e motivo de muito orgulho! me senti muito.. mais muito confortada pelo apoio de todos! deixo aqui o meu "muito obrigada" novamente à todos.. foi realmente muito importante de verdade escutar todas aquelas frases de incentivo.. num lugar onde estava sozinha e triste numa semana de TPM rsrsrsrs e com certeza fez toda a diferença para a próxima montanha!

Organizei também todas minhas fotos.. e saí por La Paz com o Rafa para fechar o pacote do Pequeño Alpamayo e comprar todos os remedios possiveis para curar a minha gripe. Comprei por indicação da Miroslavia (mulher do Juan) o Tapsan que é como um naldecon, mel e limão.. fiz todas as receitas da minha vó.. para curar essa gripe!!

Depois de um dia meio "Pantufa" fui dormir torcendo para que eu acordasse melhor para seguir ao Condoriri e enfrentar o mais temido desafio agora: a Altitude e o Pequeño Alpamayo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Peru - Machu Picchu

Quarta Feira, 20 de julho de 2011 

Sai de Copacabana as 13:30 e segui viagem com Veri, Vitor e Erika sentido Cuzco.
Chegamos na rodoviaria por volta de meia noite e meia, nos despedimos.. eles se hospedaram em Cusco e eu decidi não gastar nem tempo, nem dinheiro! prosseguiria a viagem de madrugada!

Quinta Feira, 21 de julho de 2011

Descobri no terminal rodoviário que não há ônibus direto pra machu Picchu, eu teria que fazer o seguinte: esperar até as 2h da manha, e me dirigir até a rua GRAU, onde partem umas vans pra uma cidade chamada Olataitambo.

Chegando nessa cidade, eu compraria um bilhete pro trem que vai ate águas calientes.. e de águas calientes... iria pra machu Picchu.

Senti os Peruanos um pouco mais invasivos em comparação aos bolivianos.. vários chegavam e perguntavam de onde eu era.. se eu estava sozinha... pra onde eu iria... me perguntaram até se eu era rica! Kkkkkkkkkkkkkk mal sabe eles que sou quase uma mendiga Sulamericana viajando sentido machu Picchu. Sempre dizia que eu ia encontrar meus amigos..

Sentada la no terminal de Cuzco, lendo meu livro do Waldemar Niclervikz, vi uma cena bizarra.. haviam umas peruanas.. deitadas no terminal.. dormindo no chão.. chegou um cara bebado.. sacou o "MENINO" pra fora.. e começou a fazer XIXI em cima delas.. simplesmente naõ aconteceu nada. os seguranças não fizeram nada.. as peruanas só se afastaram e continuaram a dormir.. .. como se fosse normal alguem dar uma mijadinha em vc.

Esperei dar 2h e combinei de pegar um taxi até a calle grau por 4 Soles (EU SABIA QUE PEGAR TAXI FORA do terminal rodoviário era mais barato.. deveria ser uns 3 soles.. mais como estava com preguiça.. com o taxista que queria que eu pagasse 6 soles.. eu combinei que pagaria 4 soles.)

Chegando na calle grau.. o fdp me disse que era 5 soles.. discuti um pouco com ele.. dizendo que haviamos negociado 4 soles.. mais ele tava sendo tão chato.. que dei a moeda de 5 soles.. e desci do taxi me sentindo meio trouxa! Uma péssima impressão dos peruanos!

Entrei na van que iria ate o trem... o cara me cobrou 10 soles, amarrou minha cargueira em cima da van.. e eu fui seguindo a viagem inteira dormindo! Afinal.. não tinha dormido muito bem até aquela hora.

Devo ter chegado na cidade de olataitambo por volta das 4 ou 4:30 am. Entrei na fila de compra de passagem do trem e paguei acho que 39 dolares pela passagem que sairia as 6 da manha.


Aguardando o trem

Fiquei esperando eu e minhas pringles apimentadas.. foi quando sentei do lado de uma menina... e ao perguntar algo em espanhol.. ela me respondeu em português.

Com espanto perguntei: “vc é brasileira!? Que legal! Como vc sabia que eu era Tb?”

Ela respondeu “ah.. seu sotaque” kkkkkkkkkk só faltou falar.. “ah .. eh que seu espanhol é uma merda!” KKKKK mais tudo bem.. hsuahushusahua o nome dela eh Daiane.. uma fofa.. ficamos conversando até a hora de entrarmos no trem. Eu entrei no vagão A e ela no C.. se não me engano.. combinamos de nos encontrarmos em Aguas calientes.




Ela tinha me falado que o ingresso dela.. ela comprou com dois dias de antecedência.. e que era muito difícil conseguir um ingresso pro mesmo dia.. eu não tinha muito tempo a perder.. mais já tava ali.. não ia voltar atrás.. agora ia ter que ir até o fim.

Entrei no trem.. botei minha cargueira no banco do lado, e um peruano de feição muito típica sentou do meu lado. Começamos a conversar sabe La deus por que ... rs acho que eu falo mais que o homem da Cobra..



Seu nome é Célio.. ele é guia em Machu Picchu.. e ele falou que eu conseguiria sim comprar ticket pra entrar em MP La em águas calientes.. ele só não sabia se haveria pr’aquele dia.

Durante a viagem, por ele ser guia.. conversamos sobre muitas coisas interessantes e sobre a história do povo inca.. o domínio do inca sobre os aymarás... etc!

Foi quando eu vi um conjunto de montanhas nevadas.. gigantesco!!! Era impressionante... e era uma das primeiras vezes que eu estava vendo montanhas de neve... meu coração tremia...








Sei La que bicho me deu... me dava um aperto no coração.. uma vontade de chorar.. sentia uma imperiosidade vindo daquelas montanhas.. e uma presença inca fortíssima!!

O nome da cadeia de montanhas se chama “verônica” e o rio que corta aquelas montanhas... e percorre todo o caminho ao lado do trem.. se chama Urubapa.

Ao chegar em águas calientes as 8h AM encontrei a Daiane, que me apresentou a duas arequipenhas, chamadas Claudia e Claudia. Elas tinham 20 e 21 anos.. umas fofinhas.. rs fomos diretamente ao lugar onde se compram entradas a cidade de MP. E o senhor disse que já não havia mais ingressos.. mais que como atipicamente o sistema estava com problemas, provavelmente seria liberado uma cota de 300 ingressos as 11 da manha.



Nos quedamos lá na porta a Daí como já tinha o ingresso seguiu para Machu Picchu e eu fiquei com as duas arequipenhas pra tentar conseguirmos algo. Em questão de meia hora.. atrás da gente se formava uma fila gigantesca de turistas atrás de tickets de entrada. Durante a espera... fiz amizade com muitas pessoas que estavam a cerca.... um senhor peruano.. uma senhora peruana.. enfim... varias pessoas.



Rolou até uma emprensa peruana fazendo entrevista com o caos que estava águas calientes... com a espera de tickets para entrar na cidade sagrada. Kkk foi engraçado.



As 10 da manha liberaram os ingressos... e eu era a primeira da fila pra comprar!! Tava felicíssima! Eu ia entrar naquele mesmo dia! Mto cagada! Fala a verdade? Tudo bem que o huayna Picchu estava fora de cogitação fazer... não teria acesso... mais já estava de bom grado conhecer a cidade!!

Comprei o ingresso por x dolares.. sai tão feliz que ainda infortunei o guarda com um vídeo.



Ingresso nas mãos era só comprar uma passagem de volta de trem.. comprei pro dia seguinte... por que apesar de ser 100% turistica.. o clima de águas calientes me atraiu.. tinha muito artesanato.. e me senti aconchegada naquela cidade... sei la por que.. mais acho que valeria a pena passar uma noite naquela cidade.

Tambem comprei um ticket de um mini bus de 8 dolares que me levaria e me traria devolta de machu Picchu. Tomamos a van, entramos na cidade e como no ano de 2011 a cidade completava 100 anos, havia um carimbo muito legal.. que se podia carimbar no passaporte!!

Resolvemos pagar 20 bolivianos cada uma por uma explicação da guia, afinal... a gente não ia adivinhar os significados de um povo tão inteligente...



O grupo era eu, as duas claudias arequipenhas e mais duas portuguesas engraçadíssimas que estressavam a guia de tantas fotos que elas queriam tirar: seus nomes eram Claudia e Rita!! Adorei conhece-las.

Tivemos muitas explicações sobre esse lugar mágico, e fizemos muitas fotos!

















Durante essa explicação eu fui me levantar pra filmar, e acabei estourando o meu camel back!!!!! e pra completar meu lado "CHAVES" eu ainda coloquei a minha CAMERA dentro da bolsa... MOLHADA.. rsrs e acabei ferrando ela... ou seja... FIM DAS FOTOS. kkkk 




Depois das explicações a guia nos deixou a vontade na cidade e falou para aproveitarmos... por que em pouco tempo.. seria proibido o transito livre em machu Picchu. Falou que em breve só será permitido a entrada com guia.. depois da explicação seguida de tour.. o turista devera sair com o guia... não sendo permitida a permanência na cidade sem guia.

Começou cair uma chuva monstra de forte... tomamos o mini bus novamente e voltamos ensopadas para o hotel que havia alugado antes de sair pra M.P.

Tomei uma boa ducha "caliente".. afinal eu estava com uma tosse de tuberculosa que não parava. Não tava pra vacilar já que eu ia fazer montanha posteriormente.



Depois como o trem das meninas (as claudias) iria partir por volta das 21h fomos fazer um lanche breve e comprar alguns regalos da cidade.



Começamos pelas compras.. depois assistimos um desfile que estava acontecendo na cidade de águas calientes.. e entramos num restaurante onde pedi uma pizza com vinho.








Como elas estavam com pressa engoli o vinho com tudo.. e fiquei meio tonta! Kkk tão tonta.. que esqueci o meu cartão no restaurante! Deixei as meninas no terminal de trem e voltei sozinha pra águas calientes... era uma noite fria... e eu queria um chocolate quente.

Quando fui pagar.. me dei conta que estava sem meu cartão.. então retornei ao restaurante anterior.. rsrsrs o encontrei .. graças a deus.. kk depois segui para o hotel e tive uma boa e merecida noite de sono e descanso!

Sexta Feira, 22 de julho de 2011

Acordei mais cedo do que eu esperava.. eu não sabia que no peru.. tem uma hora a menos que na Bolívia... então... se meu trem saia as 9 e eu sai do hotel as 8, significava que na realidade eu sai do hotel as 7 da manha.. rs

Tomei um delicioso café ... numa cafeteria próximo a praça de águas calientes.. e vi que tinha acesso a internet gratuito.. aproveitei pra mandar alguns emails.. e atualizar o povo de noticias.. fui pegar o trem.

Esperando o trem.. vi um senhor com uma mochila da MTV.

Não sei por que RAIOS... só por que a mochila do cara era da MTV eu achei que o senhorzinho era brasileiro! Kkkkk eu perguntei na língua nativa da cidade, espanhol, se ele era brasileiro.. e ele respondia “QUE??” com a maior cara de interrogação do mundo! Rsrsrsrs insisti mais uma vez em espanhol: “Eres Brasileño?” ele fez cara de caneca denovo.. aí um rapaz que estava próximo.. lendo um livro do Paulo coelho respondeu em espanhol.. ele é o meu pai.. e ele não fala espanhol... somos italianos!! Seu nome era Luca.

Nossa eu me senti uma tonta.. kkk de onde eu tirei que o cara é brasileiro só por que ele tem uma mochila com o símbolo da MTV?? Rs

Bem... nem vamos falar mto sobre isso.. melhor deixar quieto não é mesmo? Começamos a conversar... e entramos no mesmo vagão.. mas fomos em bancos separados.

Sentei com uma mexicana ao lado.. que se chamava verônica, e um homem que estava com a sua filhinha... ele e ela eram loirinhos dos olhos bem azuis.. a menininha tava parecendo um pimentão de tanto vomitar.. passando mal de altitude. Coitada.

Ao sair do trem, chegando em Olataitambo.. me despedi do Luca e de Seu simpático pai.. e peguei uma van que me levaria até cusco novamente por 5 soles (metade do que havia pagado a noite na ida.)

Cheguei na rodoviária de cusco.. as 13:30 da tarde.. acreditando que chegaria em La paz ainda aquele dia.. ou na manha do sábado mas minha alegria de paulista durou pouco!

É claro que não tinha bus a toda hora! O bus pra La Paz.. só sairia as 22:30h e tive que esperar todo esse tempo em cusco.

O lugar que eu fiquei... foi um lugar extremamente feio.. horrível pra falar a verdade... extremamente pobre.. sujo.. e eu não tive nem coragem de almoçar La.. é serio! Fiz algumas compras num mercado parecido a 25 de março que fica próximo ao terminal.. depois ainda entrei numa viela.. que parecia a favela da rocinha pra usar a internet.. depois voltei ao terminal.

Sentei no banco.. e conheci mais brasileiros!! dado 22h o cara de onde eu comprei uma passagem direito pra LA PAZ, me falou que aconteceu um problema na fronteira (mentira!) e que o bus ia ter que passar por puno e Copacabana! Manuuuu fiquei puta.. mais ele avisou .. na hora em que todas as outras agencias haviam fechado.. e teria que ir com ele mesmo!

Puta da vida... sabendo que gastaria mais tempo que não tinha disponível nem sobrando pra gastar... entrei no bus... e segui viagem...

Sabado, 23 de julho de 2011

Acho que chegamos a fronteira do Peru com a Bolívia por volta de 11h da manha, tinha visto de longe um grupo de brasileiros.. 2 meninos e 2 meninas.. mais fiquei de longe..

Tinha que colocar a cargueira em cima da van e um dos brasileiros me ajudou a colocar... foi então que começamos a conversar... eram eles, Felipe, Camila, bibi, e oton.. não lembro muito bem seu apelido.. kkk era o nome de um suco antigo.. eu sempre esquecia.. então chamava ele de suquinho.

Esse grupo era extremamente engraçado.. kkkk me senti muito a vontade mesmo com o pessoal.. parecia que eu já estava viajando com eles a dias.. ri muito.. brinquei muito... fomos juntos até copacabana e deixamos nossas coisas na agencia pois teríamos uma parada de 1 hora até o próximo ônibus sair pra La Paz. Levei comigo só o principal na minha bolsinha: passaporte, dinheiro, cartão e câmera fotográfica.

Resolvemos almoçar num restaurante próximo.. e quando estávamos almoçando.. comentando da falta de feijão nas nossas vidas.. foi só falar o nome feijão.. que dois brasilienses nos reconheceram brasileiros.. kkk e começamos a conversar!

Gabriel, Bibi, 1 brasiliense rs , Mila, Fê, eu e Outro brasiliense..rsrs (não me recordo os nomes kk)




Depois de almoçarmos bem... retornamos à agencia para pegar nossas coisas quando eu to dentro do ônibus.. percebi que o pessoal não entrou.. e que a bibi estava discutindo com a funcionaria da agencia..

Depois que eles entraram no bus.. me explicaram que ROUBARAM o net bock do Felipe.. dentro da agencia.. mais já não havia nada a ser feito.. a não ser tomar o bus pra La paz mesmo.. tentamos esquecer isso que passou... e fomos dando risada até La Paz.. chegando por volta das 16:30 ou 17 horas.

Combinamos de nos encontrar no Alexander Coffe as 21 horas!!!

Aproveitando a deixa.. já que eu estava próximo a calle Yllampu.. resolvi passar na HIking Bolívia pra ver como que estava as coisas previstas.. se haveria dias de montanhas enfim.. pra ver algo sobre montanhas!

Chegando lá.. conheci o Juan.. no qual havia trocado alguns emails daqui do brasil.. e sua esposa miroslavia. Ele viu que eu tava bem aclimatada... em uma semana não havia sofrido NADA de altitude.. havia passado por La paz, Copacabana, Isla Del Sol, e Machu Picchu.. e me incentivou a ir ao huayna no dia seguinte!

Na hora eu topei. Paguei 150 dolares ou 1050 bolivianos e fui pro hostel onkell inn no qual já havia reservado meu retorno pra sábado. Fui arrumar minhas coisas e me preparar para o dia seguinte!

Estava tão cansada.. que acabei encostando e cochilei! Acabei furando com os brasileiros super gente boa que tinha conhecido!! Depois de um tempo.. fiquei sabendo.. que enquanto eles estavam me esperando.. eles conheceram a DAIANE.. aquela menina que havia conhecido em machu Picchu! E ela passou a me esperar com eles! Kkkk fala se não é muita coincidência!?

Segue um vídeo resumo dessa passagem breve, porém inesquecivel ao Peru: