ULTRAPASSAR OS LIMITES NÃO É UM ERRO MENOR DO QUE FICAR AQUÉM DELES. ( CONFÚCIO)

A VIDA COMEÇA NO FINAL DA SUA ZONA DE CONFORTO!!!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Paraná - Pico Caratuva e Itapiroca - Parte V

 Quarta-Feira,  9 de março de 2011


No dia seguinte nos despedimos do pessoal do Rio Grande do Sul, é engraçado que sempre fica aquela coisa "será que vou ver essas pessoas denovo?" Sempre dá aquele aperto.. e por mais que você não os conheça direito.. cria-se o respeito por essas pessoas. E nos faz sentir um "Q" de Saudades.

Cassio, Carol, Eu, Wagner e Vandeira: todos com cara de sono... e um "Q" de despedida... (saudades)


Lembro-me de quando era criança ... e tinha sempre a melhor amiga que ia sair do colegio.. sempre choravamos.. e faziamos promessas de que a amizade seria pra sempre.. mais no final o contato ia se perdendo em meio ao tempo e o que ficara eram boas lembranças.. de bons momentos.. apenas.

Acredito que vamos manter contato sim.. trocamos email e marcamos de fazer canyons, raffting, e provar da culinaria gaucha e uruguaia! São planos que espero que se concretizem, pois nós somos unicos responsaveis em fazer as coisas da nossa vida acontecerem. Isso eu acredito Firmimente!.

Pegamos a estrada , e acho que esqueci uma parte do meu coração no Paraná. Saimos da Cerca da fazenda Pico do Paraná, pegamos a estradinha de terra e fomos tomar um café da manha no posto do Tio Doca!

A média de pedágios são 5 pedagios de 1,70 pra ir e 5 pra voltar.
Ouvimos de tudo no carro.. rock, regaae, sertanejo, tudo! Rs eu estava bem descansada pra dirigir..  Chegamos no Taboão por volta das 17 horas, e depois me responsabilizei de deixar o vandeira no metro e a Carol na casa dela.

Cheguei em casa por volta das 19 horas, derrotada.. rs fedida.. e novamente meus pais me olham com o olhar dividido entre um sorriso e incompreensão como quem me pergunta.. "vc é louca? que graça tem chegar em casa toda mendiga.. e roxa ?"

Mais isso é uma resposta que só quem vai pra montanha pode ter.
A vida começa no final da sua zona de conforto.

BONS VENTOS À TODOS QUE AMO!

Segue um Resumo de nossa viagem: rsrsrs



Detalhes técnicos da Trip

Rodovia de acesso: BR116 sentido Curitiba.

Vindo de São Paulo, pela Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), cerca de 5,5 km após passar a ponte sobre a Represa do Capivari, chega-se no posto Tio Doca, à direita. Deve-se pegar o primeiro retorno, logo após o posto, Seguindo adiante por mais 1,8 km, chega-se na ponte sobre o Rio Tucum. Exatamente na cabeceira desta ponte, antes de cruzá-la, entrar numa estrada de saibro, no lado direito. Segue-se por esta estrada aproximadamente 5,5 km, até a Fazenda Pico Paraná. Nesta estrada há algumas bifurcações. A direção correta está indicada por placas com o escrito "FAZENDA PICO PARANÁ".

Paga-se 5 pedagios de R$1,70 tanto pra ir quanto pra voltar
Pagamos à mais R$18,50 indo pela imigrantes para contornar o transito que se intensificou na Serra do Cafezal. Pegamos a BR depois da praia de Peruíbe.

A Fazenda Pico Paraná cobra 10 reais de acesso/camping quando se chega de dia.
E R$15,00 quando chega-se á noite. O valor é por pessoa e não é diária, é um valor único de acesso às montanhas.

Gastamos 480 KM na ida (contando com a volta pela imigrantes)
E 376 KM na volta vindo pela BR116 direto saindo em Taboão da serra
Total da viajem 853,6 KM (uma media de dois tanques de gasolina 40 litros)

Pico Caratuva – 1.850 Metros de Altitude.
Pico Itapiroca – 1.805 Metros de Altitude.

Paraná - Pico Caratuva e Itapiroca - Parte IV

Terça-feira, 8 de março de 2011

Novamente coloquei meu celular pra despertar as 5 e meia da manha com Killing in the Name rs mais nada de nascer do Sol, estava chovendo e ventando.
Acordamos por volta das 9 da manhã tomamos café, pão sírio com queijo e salame.
Acho que eu fiquei olhando pra minha calça uns 3 minutos.. relutando em coloca-la.. por que ela estava totalmente molhada.. e meu corpo estava quentinho .. rs

Depois que eu a coloquei.. percebi que estava quase toda seca.. e que o pior mesmo era colocar a BOTA toda ensopada. Mais o esquema é o seguinte: quando se está no inferno.. a única coisa que se tem a fazer é abraçar com força o capeta. Depois que coloquei a calça e a bota molhada.. uma hora se acostuma e não é tão dolorido quanto aparentava ser.








coitada da Carolzinha... mais todo mundo tava com o pé igual! Compre calça impermeável por favor!



Este é o lugar em que montamos acampamento no Itapiroca.

Deixamos a barraca com nossas coisas e subimos pra o cume onde estava o livro. Passamos por uma trilha curta de uns 5 min do nosso acampamento onde estava cheeeio de lama.


Nessa parte tivemos que passar quase que de "ESPACATE" com as pernas abertas pra não ter que atolar o pé na lama.




Assinamos o livro o tempo estava fechado e estava tudo branco.. não tínhamos visão nenhuma.. e não conseguimos nem enchergar o PP


Vandeira pegando o livro que fica guardado tipicamente numa caixinha de ferro presa à pedra.


Assinando o livro

na hora que eu ia descer da pedra onde fica o livro para retornar ao acampamento, um raio de sol bateu nas minhas costas, era sinal de que o tempo estava abrindo. Em pouco tempo as nuvens se afastaram um pouco.. e pudemos ver o caratuva..  e do outro lado Tucum e Camapuam. Mais foram segundo rápidos, depois descemos para desarmar a barraca e seguirmos sentido à base.


Mais 3 horas de caminhada, ainda chovia, alguns tombos boas risadas e conversas deixadas pelo caminho.
 Paramos num mirante  onde o sol estava baixando.. e a luz dele estava simplesmente fantastica!











É absolutamente incrivel!!! Eu estava com as minhas pernas doendo.. alguns ematomas na perna por conta de alguns troncos mal calculados que esbarrei pela trilha, o peso da mochila nas minhas costas, chovia.. eu tinha as calças toda enlamiada, sentia um timido frio.. meu cabelo estava todo despenteado mais eu nunca me senti tão bem quanto me sentira naquele momento! O fato de se retirar do mundo.. nos faz nos sentir com mais vida! como eu amo fazer isso!

Algumas pessoas não compreendem, e me perguntam, do por que fazer tudo isso!? qual o prazer em  ficar dormindo no chão, no duro, todos apertados na barraca, e como diz o artur.. diga-se por passagem... estava mais lotada que a estação da Sé em horário de pico!!!  Alguns não veem sentido em comer comida a Vacuo, ficar sem tomar banho, ou tomar banho no lenço humidecido.. não ve sentido em ficar debaixo de chuva esperando ela passar, sendo cortado a carne pelo vento frio que se assenta mais ainda quando o corpo esfria.

Mas posso dizer com segurança... que é justamente nesses momentos, que eu descubro alguns valores da vida que sempre passam escondidos! é justamente debaixo de chuva, com peso nas costas, com o pé cheio de lama que eu consigo esquecer todas as coisas, esvaziar a minha mente e ver que nada é tão ruim.

São em momentos como estes.. que no frio.. eu posso abraçar uma grande amiga.. e trocarmos nosso calor pra nenhuma das duas ficar com frio. É na adversidade que se esquece todo o rescentimento e o que prevalece é a ajuda multua. E tais momentos como este.. é onde invez de chorar... reclamar.. ou piorar a situação.. sempre podemos ver alguem que está fazendo piadas!

A montanha é uma Senhora Montanha, e vai me ensinar muitas coisas ainda! e por isso eu a respeito.

Parti com meu coração leve! e conseguimos chegar na base por volta das 18 e 30. Encontramos dois Caras do Sul, o Wagner de Porto Alegre e seu amigo Cassio de Pelotas enquanto a Carol tomava um super banho quente quase que surreal e eu e o vandeira esperavamos ela, e ficamos conversando com eles. Partilhamos muitas experiencias.. cada um com a sua... falamos de montanhas e lugares.. é sempre bom conhecer pessoas novas e perceber o laço que duradouro ou não.. é intenso aquele instante.

Até todos tomar banho e fazermos um Jantar  (Macarrão com suco de laranja e goiabada de sobremesa) me dei conta de que já era perto das 21 horas.. e que estava muito tarde pra pegar estrada.. além de escura, com certeza pegaríamos chuva.. e o cansaço poderia nos pegar Tb! Achamos mais prudente e seguro retornarmos na quarta-feira de manha. Solicitei ao Dilson que ligasse aos meus pais e avisasse minha decisão e assim ele o fez.




Nos distraimos em meio a altas conversas com o pessoal do Sul.. demos de comer para o sapo que teimava em ficar ao nosso lado.. e cada vez que ele pegava um inseto.. era uma vibração em conjunto kkkk Momentos simples.. que são mto engraçados!

Dormimos novamente nos sacos de dormir, na casinha do Dilson!


Paraná - Pico Caratuva e Itapiroca - Parte III

Segunda-Feira, 7 de Março de 2011

Colocamos o celular pra despertar as 5 e meia.. e neste mesmo horário meu celular começou a gritar um rage against de machine.. pura ilusão.. rs não havia nenhum indicio de nascer do sol. Então voltamos a dormir. Em seguida acordamos mais tarde,  a chuva havia parado e eu pude me aliviar. Acredito que eu deva ter feito no mínimo uns 7 litros de xixi naquela manha.. nessas horas tudo é luxo.. e já estava feliz só de ter me aliviado num puta vento da montanha.. kk

Tomamos um leitinho com Nescau mto bom.. que me bastou.. nem estava com muita fome.. depois de uma bela fejoada no dia anterior.. esperamos a chuva diminuir e sob a neblina das nuvens.. uma garoa fina  levantamos acampamento.. guardamos nossas coisas.. o tempo estava muito fechado..e o pessoal havia abortado o PP (Pico do Paraná).




(video da manha da segunda feira após uma noite um tanto quanto apertada.. rs)


Carol, Eu, Monica, Carlos e vandeira.

A monica já estava tão anestesiada que já tava de pé no chão naquele vento e chuva.. rs



Assinamos o livro, pegamos a trilha e paramos depois de mais ou menos 1 hora e meia de caminhada. Paramos numa pedra, descansamos um pouco, comemos e tiramos fotos.



Vandeira e Eu


 (um bom momento com minha grande amiga..  na montanha você se descobre e descobre quem são aqueles que estão do seu lado)




Clube do bolinha.. rs


Uma equipe que se uniu na adversidade e soube fazer piada dos piores momentos da Trip
Depois de um tempinho andando A Monica estava com a roupa molhada, querendo ficar doente, o artur um pouco cansado e o Carlos já não acreditava em um bom tempo.. e resolveram voltar a São Paulo.  Eu fui ao Paraná para treinar meu condicionamento principalmente por conta da viajem à Bolívia, então eu pedi à Monica que me emprestasse o saco de dormir dela que estava mais seco do que o meu.. ela levou o meu pra base e fiquei com o dela. Pegamos a Barraca da Queshua .

De maneira nenhuma achei falta de companherismo de nenhuma das partes. Todos souberam reconhecer seus limites.. e acima de tudo, e mais importante ao meu ver, é RESPEITAR o limite do outro.. é assim que as coisas funcionam.. ninguem pode atrapalhar, julgar, ou exigir à mais de ninguem. Pelo contrario.. Fomos muito solidarios uns com os outros.. no momento do perrengue.. onde poderia tudo se resumir em stress.. soubemos levar com muito bom humor e rir dos contratempos!

Nos despedimos e seguimos Eu, Carol e Vandeira Rumo À ITAPIROCA, uma outra montanha para fazer nosso segundo Cume.
O Pico Itapiroca, tem 1.805 metros, é a quinta montanha em altitude desta região. Sua aproximação se dá pelo mesmo caminho de acesso ao Pico Paraná, sendo que em determinado ponto toma-se um caminho à direita ao invés de continuar a caminhada.
A caminhada ao cume dura aproximadamente 3:30h
Nesse dia eu estava Bem, consegui pegar um ritmo legal e fui na frente. Eu já não estava cansada no caminho, não sentia tanto o peso da mochila e a chuva já não me importava mais. O meu anorak agüentou bem mesmo a chuva..
Paramos numa “bica” uma parte do rio.. onde pudemos beber água e comer um chocolate.




A trilha estava totalmente coberta de lama, as vezes até a canela, e tínhamos que nos virar para não atolar o pé, e isso de maneira alguma me fazia achar chato.
Alguma parte da trilha havia grampos de ferro como na pedra do baú, e também existe um trexo de corda.. onde precisa subir com a mochila nas costas à uns 75 graus de inclinação através da corda para a parte de cima da pedra.



vandeira subindo nos "grampos" das pedras.


Parede para subir apoiado com a corda.

Mais uma hora e meia de subida direto.. 100% “escada” o sol aparecia as vezes por entre a chuva.. e nossa esperança era chegar ao cume e ter a sorte de vermos o por do sol.
Chegamos lá e o tempo estava feio: muita neblina e céu fechado. Andamos e percebemos que o céu se abria por raros momentos.. mais nada de sol. Voltamos para o lugar onde íamos acampar.. e quando estavamos começando a montar a barraca em questão de segundos de um lado era tudo nuvem.. tudo branco e nebuloso, honestamente.. apesar de querer muito mesmo ver um ceu limpo e claro.. como é possivel notar no video.. as chances seriam minimas..


Eu ja estava meio que desanimada.. mais não comentei nada com ninguem.. afinal.. pra mim é luxo ver o por do sol.. uma vez que estamos no verão.. e é muito comum essa temporada ser apenas chuva e tempo fechado no cume.. derrepente... abriu-se uma fresta no céu de cor alaranjada e rosa.. lindo!  Foi tudo muito rápido.. mais eu fiquei tão feliz!!!! quem olha de fora.. deve pensar: “mais que idiotice ficar contente só por ver o céu aberto por 20 segundos!!” pareciamos 3 crianças contentes por apenas ver uma fresta no ceu laranja com rosa.. mais só Eu sei o preço que eu paguei pra ver tudo aquilo.. foi um preço alto.. 
Mais só quem está lá que consegue mensurar o valor de uma imagem assim, onde se paga o preço pra te-la. Foi o tempo de tirarmos 2 ou 3 fotos.. 




 Pra quem estava sem esperanças.. e chegou ao cume com o ceu todo fechado de neblina, receber um pedaço de Céu desses... pode considerar um presente ...

tudo se fechou novamente, então armamos a barraca e fomos pra dentro dela.
Conversamos por horas.. acompanhados de uma boa pizza com suco de pêssego!  Mais a noite provamos o famoso Missushiro que a Carol havia levado! Ele é perfeito! É um caldinho Japones salgado.. é perfeito!!



Descobri que a preguiça nos torna criativos.. tava um frio do macaco. E eu não ia sair da barraca pra escovar os dentes. Peguei minha canequinha.. minha escova de dente..e a água do camel back e escovei tranquilamente meus dentes dentro da barraca.. rs


Acho que fomos dormir por volta das 22 ou 23 horas da noite. Esse dia eu me lembro que estava ja sentindo um pouco da minha musculatura.. minha perna estava dolorida mais estava muito feliz!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Paraná - Pico Caratuva e Itapiroca - Parte II


Domingo, 6 de março de 2011.

Acordamos por volta das 8 horas até todo mundo se arrumar.. tomar café, fomos partir as 9:40h. O pessoal deixou mta coisa na base.. mais eu preferi levar todas minhas coisas.. eu estava afim de treinar e minha mochila foi com uns 15kg sendo 4,5  de água. 


Rumamos para o  Caratuva. O Caratuva é a segunda maior montanha em altitude da região sul do Brasil, com 1850 metros (quase empatado em altitude com o Pico Ibitirati). Ela se diferencia das outras montanhas próximas pela presença das antenas de rádio amador que ficam no cume, e podem ser vistas de longe. 







A subida ao cume leva em torno de 3 horas,  passando por rios, bromélias e caraguatás, esses caraguatás são plantas com espinhos nas pontas e podem atingir os olhos, por tanto muita atenção! No seu cume a vegetação característica da região é a Caratuva, uma espécie de bambu anão de altitude e que batiza a montanha.



 (Artur, Eu, Carol, Monica, Vandeira e Carlos)

  A trilha começou um pouco íngreme e sinceramente.. eu fiquei muito cansada mesmo... minha respiração estava alta.. e eu tinha que ficar calada pra tentar ganhar algum ritmo. O fato de ficar calada te obriga a pensar um monte de coisas.. e naquela circunstancia com um cansaço forte no inicio da caminhada eu já estava pensando “que papelão, eu não vou conseguir ir..; não vou conseguir  chegar até o final “. Esse Pensamento me acompanhou até o primeiro mirante. Onde pude parar tomar bastante água.. e tirar algumas fotos.

 Vandeira e Artur

(carol e eu)



moniquita e carol

Bom.. comecei a 2º tentativa de ganhar ritmo, mais como fiquei conversando e falando.. denovo eu estava ofegante.. e como era subida.. o cansaço respiratório se multiplicava.
Bom.. paramos tomei mais água e fiz a 3º tentativa.. a pressão na minha cabeça era muito forte.. eu não estava ali pra atrapalhar a viajem de ninguém... eu precisava ganhar condicionamento e simplesmente eu estava morrendo na primeira meia hora de caminhada. Isso era muito frustrante.. na 4º tentativa o meu corpo foi se tranqüilizando e o ritmo da respiração começou a ficar controlado.. mesmo que na subida. E eu pude perceber que o esquema é ir devagar e sempre numa subida.
Isso me deu um UP muito grande.. fiquei mais motivada.. e animada em ver que eu estava relativamente bem. A trilha não é totalmente aberta.. e nem totalmente fechada. Ela é bem Ingreme, e na maioria dos pontos.. é uma escadaria.. uma pernada depois da outra.. sempre alta.

(oi prazer, meu nome é PLANTA.. rs)

Na bifurcação do Caratuva com o Itapiroca encontramos 2 casais que estavam com roupas de algodão.. alguns de agasalho branco.. e iriam pegar água na trilha do itapiroca e seguir para o caratuva. O Vandeira logo se prontificou em mostrar um lugar na trilha do próprio caratuva onde havia água.

(marcação da trilha)


(pessoal que encontramos na bifurcação)

Quando chegamos no ponto de água, paramos pra fazer um lanche, nos despedimos dos dois casais, e fizemos nosso almoço ali mesmo.. um belo de um pão sírio com patê de Atum com azeitonas... outros com queijo.. e suco. 


O pessoal aproveitou pra abastecer-se de água..



Depois pegamos a trilha novamente..  a chuva apertou um pouco.. minha bota é impermeavel.. mais de nada adiantou se a minha calça não era impermeável... a agua começou a entrar na bota por cima. Fiquei com os pés encharcado, a calça nem se fala... ela era de tactel.. seca rápido.. mais de impermeável não tem nada. Depois de mais uma hora e meia de caminhada chegamos ao cume, próximo às antenas e chovia muito! O vento era fortíssimo!! E não havia nada a ser feito.. a não ser esperar a chuva passar pra tentarmos armar a barraca.

(carlos eu e vandeira morrendo de frio. kkk debaixo de vento e chuva, proximo à antena) 
 
O vento estava fortíssimo.. rs e não existia lugar pra se esconder.. só nos restava ficar na direção contraria do vento.. tentando nos consolar de que assim sentiríamos menos frio.
Os dois casais que encontramos antes na trilha.. chegaram antes da chuva..conseguiram armar a barraca tranquilamente e não passaram perrengue algum.. e eu fiquei feliz por eles.. por que aquela roupa de algodão daria um trabalho e tanto pra eles.
Conhecemos também um cara.. não me lembro de onde ele era.. mais.. morava a um tempo no Paraná.. e meu! Ele ficava de cara pro vento e pra chuva.. eu quase chorei por ele.. rs mais ele não estava nem aí.. rs parecia que não fazia diferença em ficar com a cara pra chuva ou  ficar pelado naquele tempo..


(Video do adriano rsrss comecei a respeitar os caras do sul [ Parte do Video cedido por Artur Toriani])

A chuva parou depois de mais ou menos meia hora, então os meninos foram armar as 2 barracas. Enquanto isso fomos transportando todas as mochilas que estavam próximo á antena, lá pro nosso acampamento.
Foram montadas duas barracas: uma para as mulheres(Eu, Monica e Carol) e outra para os homens(Artur , Vandeira e Carlos). As mulheres ficariam na barraca da queshua, de duas pessoas e os homens ficariam na North Face do Carlos


(eu e monica estavamos nos trocando na barraca dos meninnos enquanto eles gentilmente estavam esperando no Frio e no vento!! ISSO SIM é CAVALHEIRISMO!!!!)

Quando entramos na barraca das mulheres. percebemos que a capa de chuva da barraca da queshua estava encostando na barraca.. tava uma ventania absurda.. e estava entrando água na barraca: - “maravilha”.
Fomos pra barraca dos homens para todos jantarmos.. tomamos uma super sopa, comemos cachorro quente, comemos tambem uma boa feijoada e assim conseguimos fazer o frio parar! Só quem está lá sabe o valor de algo quente pra se tomar!! e chegamos ao dolorido concenso de que seria impossível passar a noite na barraca da queshua, ou seja: pense em 6 pessoas em uma barraca de 3 lugares.. espremidas feito lata de sardinha!!!

Eu estava morrendo de dor de cabeça por que tenho sinusite  e ainda senti uma picada na BUNDA! começou a arder.. arder.. eu fui procurar e tinha uma lagartinha bandida.. chamada de tesourinha...   e expulsamos ela da barraca.. rs

olha a sopinha aí de entrada !! (foto de Artur Toriani)

Meu saco de dormir estava molhado! Então fica a dica para os jovens inexperientes..  como eu:
Por favor.. compre saco Stanque.. ou pelo menos sacolas de supermercados.. sacos zipers e embale tudo para proteger de uma possível chuva. Descobri que a capa de chuva da mochila não adianta quase nada.. e que o saco de dormir.. molha sim.. e você pode passar um mega perrengue a noite.

Quando estávamos conversando e esperando o tempo passar.. um lado da barraca desmontou.. eu dei um grito.. kk que parecia que o jack stripador  tinha aparecido dentro da barraca!




 (meu grito kkk que exageiro! Autoria do Vídeo pertence ao Artur Toriani)

O Carlos saiu coitado.. pra arrumar lá fora.. e depois da situação controlada acabei dividindo o saco de dormir com a Monica. Nem que me pagassem eu sairia daquela barraca pra poder fazer xixi.. eu tava apertada.. mais na boa.. não ia sair naquela ventania e naquela chuva.. preferi deixar para os corajosos.

A noite eu fiquei acordando toda hora.. era dor no joelho, dor no ombro.. não podia me mexer nem meio centímetro se não era capaz de eu esmagar a perna de alguém. Cada vez que a Monica se mexia parecia que minha bexiga ia explodir de vontade de fazer xixi.. mais eu fui forte.. esperei o dia amanhecer.

Paraná - Pico Caratuva e Itapiroca - Parte I


Véspera de Carnaval, Sexta feira, 4 de Março de 2011

   Passamos  o dia todo tentando achar a melhor forma de combinarmos a logística da viajem e os horários por e-mail e telefone em paralelo ao trabalho.
Encontrei a Monica no shopping ficamos conversando no Rei do Matte esperando o artur pra fazer as compras da viajem no supermercado. Resolvemos depois de um tempo irmos na frente já pegando as coisas. Depois de um tempo o artur chegou.
Bom.. compramos vários itens e fica a dica pra quem precisar de um norte do que levar pra montanha:

  • Café da manhã/ lanche de almoço e trilha
Nescafé em pó solúvel,Chá, suco em pó solúvel (tang),Pão sírio, pão integral , bisnagas, queijo provolone, salame, Patê pronto de atum com azeitonas, barras de cereais, chocolates, todinho (achocolatado)

  • Jantar
Feijoada (com embalagem de plástico a vácuo), macarrão maggi pré-cozido, sopa pré-pronta, missushiro (é mto bom esse trem! É Tipo de um chá salgado japonês mto rico com algas etc.) mini pizzas, miojo para emergência.. , frango desfiado, seleta de legumes..arroz uncle benz de saquinho, tudo em embalagens de plástico.

Depois que passamos no caixa pra pagarmos.. já era cerca de 23:30 da noite.. cadê a minha chave do carro?!!?!? Pois é.. eu havia perdido.. eu não sei exatamente com o que eu me desesperava.. não sabia se ficava puta por que eu to sem a chave.. ou se eu saia correndo pra ver se meu carro ainda tava no estacionamento.. resolvi primeiro tentar pensar onde eu teria esquecido... tive certeza de que havia esquecido no Rei do Matte onde estava anteriormente com a Monica.. pedi autorização aos guardas.. e nada de chave... as mesas já estavam todas limpas.. e nem a sombra da minha chave ficou.

Fui ainda ao achados e perdidos do supermercado e nada.. então.. com um certo medo.. resolvi ver se pelo menos meu carro estava no lugar em que havia estacionado. Meu.. fui chegando perto do lugar.. e o cagaço do carro não estar La? Andei depressa.. e pude ver que ele estava  lá.. praticamente sozinho.. e inacessível.. rs uma vez que estava sem a chave..bom.. liguei pro meu pai, que estava dormindo.. e por sinal ficou mto puto da vida comigo.. e pedi que fosse ATÉ o shopping levar a chave reserva.. por que mal tinha ônibus aquela hora e o estacionamento já estava fechando.

Bom.. tudo sob controle.. peguei a chave reserva.. artur seguiu pra casa dele.. eu e moniquinha pegamos as compras, colocamos no porta malas e seguimos pra minha casa.. já passava da meia noite..e  COMO SEMPRE eu nunca estou de mochilas prontas.. e sempre durmo super tarde na véspera da viajem.
Arrumamos as malas separamos o peso pra cada um.. e fomos dormir por volta das2 e meia ou 3 horas da manha.

Inicialmente iria na frente Vandeira e Carlos (até então ainda não conhecia o Carlos) num carro as 3 da manha no sabado. E Eu, Monica, Carol (que também não conhecia, ela é amiga da Monica) e artur iríamos num carro só as 9 da manha.

Sábado, 5 de março de 2011

Acordei com a Ligação do vandeira mais ou menos as 7 da manha.. falando que estava um transtorno a BR116.. e que estava simplesmente parado de madrugada.. e desistiu nos primeiros sofridos 3 km. Pegaram o próximo retorno..e só iriam sair depois do almoço.

Pensamento da hora: Maravilha.. vou dormir mais um pouco.

Acordamos as 10h da manha.. no maior sossego.. tomei meu banho.. comprei umas mídias de CD pra gravar musicas e notei que um pneu do meu carro tava mucho.. que droga. Só na hora da viajem que a gente percebe esses “detalhes”. Fui com meu pai.. E troquei o pneu.. ele estava furado..  almoçamos e  encontramos artur e Carol. 

A idéia era pegar a BR116 sentido Curitiba, seria uma reta só, porém por conta do transito.. fizemos uma volta do macaco pra tentar contornar o transito.
Nos encontramos com o Carlos e Vandeira no Mac da Imigrantes depois do pedágio por volta das 15:45, iríamos pelo litoral, quando chegasse em Peruíbe pegaríamos a BR116 mais na frente e seguiríamos rumo ao sul.

 Artur, Mônica, Eu, Carol, Carlos e Vandeira, todos devidamente apresentados uns aos outros.. kk

A viajem durou em media 6 horas e meia, saindo da Imigrantes as 16 e chegando na fazenda Pico do Paraná as 22:30 gastamos 480 KM para ir , porém contando a volta que demos no litoral para evitar o transito. A estrada tem partes que é uma buraqueira só! Pegamos alguns trechos de chuva forte onde exigiu muita atenção . 

Chegamos ao som de Mercedes Benz todos felizes e desafinados.. kk 

Fomos recebidos pelo Dilson e lá não havia sinal de celular nenhum! Ficamos numa casinha que havia lá.. muito simples onde tem o quarto do Dilson, aproveitamos pra fazer uma gororoba, comemos arroz com atum e a Carol levou uma sobremesa boa pra caramba : pudim de flocos!

 Carlos mandando ver na cozinha


Carolzinha cozinhando..

e um super pudim de flocos!
Bom.. pra dormir tivemos que nos alojar os 5 na cozinha mesmo..enquanto o Carlos dormiu na barraca dele lá fora. A casa tem a estrutura de madeira.. 2 geladeiras perto da porta com umas 5 cobras em cada vidro com formol.. e 2 ratoeiras no cantinho.. rs é um tanto quanto confortável pra mente saber que você está dormindo no chão rsrs.  








 Essa é a minha querida cama! rs