ULTRAPASSAR OS LIMITES NÃO É UM ERRO MENOR DO QUE FICAR AQUÉM DELES. ( CONFÚCIO)

A VIDA COMEÇA NO FINAL DA SUA ZONA DE CONFORTO!!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Bolívia - Salar de Uyuni



Terça-Feira, 02 de Agosto de 2011

Coloquei na mochila roupas quentes, meu saco de dormir foi comigo no BUS por que a orientação que eu tinha é que no caminho REALMENTE faz frio.. e por mais cagadas que dizem na internet.. isso é verdade mesmo!
No proprio ônibus, de forma única, havia um cobertor quente pra cada poltrona. eu estava agasalhada, com meu saco de dormir -1º, um saquinho de dormir fininho por dentro que aumenta mais 11 graus, o cobertor do bus.. e confesso que alguns momentos ainda senti frio! rs
Entrei no onibus as 18:30 e a previsão de chegada era as 5 ou 6 da manha em uyuni.. nao me recordo direito!

Quarta-Feira, 03 de Agosto de 2011

Acordei de madrugada com um frio! o bus balançava tanto! mais tanto.. com tantas pedras no caminho.. que eu JURO que a sensação que eu tinha.. é de que ainda estava fazendo o downhill na estrada da morte!
da medo por que você imagina a todo instante um acidente.. por que de fato como qualquer motorista que viaja a noite.. estava dirigindo em alta velocidade em estradas de pessimas condições.
Mas graças à Deus cheguei bem!

Era bem cedo, havia poucas pessoas ainda nas ruas eu uma temperatura de aproximadamente -5 graus.
Eu estava morrendo de vontade de fazer xixi.. não tinha UM LUGAR pra eu simplesmente fazer UM xixizinho... nem que eu precisasse PAGAR pra fazer isso.. não tinha!
me falaram pra ir no mercadão principal da cidade.. que la havia banheiro publico.. FECHADO.
na rua... havia umas casas que cobravam pra vc usar o banheiro.. nem assim! todas as privadas congeladas!
meu.. eu tava tão apertada.. mais tão.. que eu JURO que só não abaixei as calças na rua mesmo.. por que consegui me infiltrar num hotel.. e pedir quase que de cócoras pra mulher.. pra pelo amor de deus usar o banheiro dela só pra fazer UM XIXI.
gentilmente ela deixou.. UFA.

Deixei pra fechar pacote na propria cidade de uyuni.. com esperança de ser mais barato.. mas não vi grandes diferenças.. sem contar que a empresa que eu fechei é uma merda. Infelizmente não me recordo do nome.. pra evitar que vc pegue a mesma.. rs veja a filmagem e tente reconhecer. rs



Fechei um pacote de 2 dias.. nossa.. naõ gostei da agencia..
o guia era fechado.. quando eu puxava papo.. ele era meio secão... e nos levou o dia inteiro pra conhecer os pueblos de Uyuni. Era eu, Alexis e Marrie (franceses) e mais duas mulheres e um quase homem ingleses.
o primeiro.. o segundo pueblo.. até que foi legal.. mais nossa.. o dia inteiro visitando pueblos foi de lascar..

Escola de um pueblo de Uyuni

Igreja

Arvores secas - Peculiariedade de Uyuni

Centro de saude

Até cidades infinitamente menores que mtos bairro de Sao Paulo são mais limpas e mais conscientes

Crianças brincando ao sairem da escola


Duas meninas vendo pela fresta a banda da escola tocar

Todos lindamente uniformizados

Um companherinho que encontrei pelo caminho.... e que naõ me deixava sozinha

Casas abandonadas por bolivianos que largaram o pueblo isolados de uyuni e foram tentar a vida na cidade




Flamingos!



Pra tirar a foto dos flamingos tive que atravessar um mar de lama. rs viva às botas impermeáveis rs

é... la é frio


Cemitério dos pueblos com todos os mortos locais.

depois de visitar tantos pueblos.. fomos nos hospedar num hotel de sal.
Sim, era tudo de sal.. as mesas, os bancos, as camas.. paredes .. TUDO. rs
tivemos uma discussão basica com o guia.. pq ele falo que não contratamos o pacote que nos levaria até um lugar do salar onde existe agua,... (poxa.. eu tava mega empolgada pra ver o salar espelhado) aí

Enfim... depois desse stress... ficamos jogando UNO e fomos dormir.. o plano era acordarmos cedo pra ver o sol nascer do salar!



UNO!

Quinta-Feira, 04 de Agosto de 2011

Ao contrario do que ouvi.. naõ senti mto frio a noite no salar.. dormi com meu saco de dormir e os cobertores do hotel de sal.
Acordamos com a sensação termica de -10º e realmente estava muito frio.. era necessario colocar 2 ou 3 calças.. agasalhos.. fleeces.. anorak e tudo mais o que pra mim não era o problema! estava preparada.

Fomos para o salar e pudemos ver sob o frio o sol despontar naquele mar de sal branquinho!




SAL!

Mais um nascer do sol único

Sol e Sal


A tão desejada parte do salar com agua! e antes que pergunte, eu provei da agua!




Logo após o sol nascer fomos para isla del pescado tomar café da manha.

la tinha cactos gigantes! e é muito interessante!





minha querida bolivia..

me espetei  um pouco! rs

cacto que nasce torto nunca se indireita..

achei engraçadissima essa bala em oferenda à pacha mama! kk


Salar visto da ilha pescado

900 anos de cacto

lindos! ficam pela ilha pescado.. de todos que vão la.. a maioria os veem; estavam brincando!rs

Efeito de ótica no salar por distancia! MASSAAAAA!




Marrie tirando uma foto de Alexis

pelo caminho passamos pelo museu de sal. um lugar que é quase uma casinha cheias de esculturas de sal e choocolates caros pra turistas.

museu de sal

entendeu pq tinha chocolates caros pra turistas? esse era o aviso da porta kkk

Vire o monitor no sentido anti-horario!.. rs nao consegui girar a foto.. nao sei por que.. me desculpe.
Gire sentido anti-horario. rs










"Brasil... meu Brasil brasileiroooo..."



outro lugar legal é os ojos del salar, um lugar interessantissimo, onde possui aguas vulcanicas FRIA. tambem nao sei pq ... mais é fria mesmo! borbulhante e possui uma coloração peculiar por conta dos sais minerais.







quando estava tirando foto, olhei de longe.. um senhorzinho trabalhando no salar e uma bicicleta ao lado dele.. logo imaginei uma bela foto!



Fui la.. tirei minha foto.. e me perguntei: "quantas pessoas devem ter uma foto no salar.. andando de bike? ninguem.. rsrss " mesmo timida... o não eu ja tinha... fui cara de pau.. e pergutei se eu poderia tirar uma foto na bike.

cheguei no senhorzinho como quem não quer nada..rs
perguntei: aquela bicicleta é sua? (a bicicleta era toda carcomida do sal.. nem sei como aquilo andava.. é serio!) e ele me respondeu "Sim". em Seguida perguntei "nossa! mais é muito longe o senhor vir de casa até esse salar gigante!!!!!!!" e ele me perguntou: "você é de qual país?" eu falei> "Brasil" entaõ .. sem titubear ele respondeu: "EU SOU DA BOLIVIA!"

Fiquei sem resposta..
acho que ele pensou.. na verdade ele explicitou que eu era uma patricinha maldita que não é acostumada com a vida dura.. e por isso estava impressionada.

bom.. rsrsrs sem mais.. rsrsrs
não havia o que falar.. rs entaõ só me restou pedir a bicicleta dele emprestada!!!
pergutei então.. com a cara mais lisa e de pau que eu tenho: "posso tirar uma foto na sua bicicleta?"
ele respondeu mais uma vez.. rapidamente: "5 bolivianos e não é pra andar por que desgasta a correia!"  (?????? Alô?)  kkkkkkk
velho mercenario.. rs mais o que são 5 bolivianos? resolvi pagar.

fui correndo ao nosso jeep, peguei os 5 bolivianos e chamei o alexis pra tirar minha foto e é claro que eu tive que andar só um cadin.. pra tirar uma boa foto neh!
quado eu estava andando o velho saiu gritando "eu falei que nao era pra andar!!! eu falei que não era pra andar!!! 10 bolivianos! 10 bolivianos" mas porra.. ele naõ era O boliviano que faz uma maratona pra ir de bike??? o que seriam miseros 5 metros de percurso?


olha a cara da criança feliz com o novo brinquedo!






enfim.. ele ficou puto comigo.. mais depois superou..rs
saimos do salar e fomos para finalizar o passeio com o cemitério de trens.
este semitério guarda a primeira ferrovia da bolivia e trens antiguissimos.







Mania de se pendurar onde dá! rsrs

ao retornamos a Uyuni quem disse que o jeep pegava???
estavamos praticamente no meio do nada.. e o jeep naõ funcionar não era um bom sinal.
todos se uniram... empurraram e o trem funcionou.. aí sim pudemos gargalhar e rir da situação. rsrs


Uyuni é uma cidadezinha seca... muito seca.. marcada pelo calor.. e por arvores sem folhas.
fiquei la de tade olhando a cidade.. andando.. por que meu onibus só sairia as 22h.



Tive a sorte de ver um ensaio de um desfile a tarde.. e o filmei!

os bolivianos são muito lindos...e patriotas.. pra mim... era um prazer andar por aquela cidade...
cheguei na praça principal. cheia de mochila... boina de la de alpaca... calça boliviana... deitei num banco da praça.. e fiquei olhando pro ceu.


Feliz e satisfeita..

Esta era a exata visão que eu tinha do ceu, deitada no banco da praça de Uyuni: as arvores secas, mais que de alguma forma tornava aquela visão bonita.. cercando a lua.

era tdo maravilhoso.. mesmo a minha viagem estando se aproximando do fim... eu não sentia tristeza... mas tinha um sentimento de satisfação... era tudo muito perfeito..
se eu pudesse escolher um lugar... um horario.. eu certamente escolheria estar deitada no banco daquela praça... vendo aquele ceu azul singular.. sem nuvens, com aquela lua timida, no meio de uma cidadezinha simples.. com pessoas simples.. vestir o que eles vestem, comendo o que eles comem e carregando exatamente todas as lembranças do que vivi naqueles dias.

fiquei por muitos minutos ali.. vivendo onde e do jeito que eu gostaria de estar.. numa tarde de quinta-feira..
me aliviava saber que naõ estava sentada na cadeira de um escritorio debruçada sob um notebook.

Em seguida.. resolvi comer algo antes de viajar.. e entrei num restaurante à margem da praça mesmo.. onde aceitavam cartão visa.
foi um dos poucos momentos que fiquei sozinha na viagem... digo sem compania.. mas mesmo assim. isso não me importava.. essa viagem me fez aprender que solidão é um estado da alma.. por mais que eu estivesse sozinha ali naquele restaurante, eu estava felicissima! e nunca estive tão bem acompanhada de uma super pizza, duas taças de vinho seco e a camera fotográfica mais rica do mundo: uma jeca de uma cybershot de 7 MP rs.


a noite.. pude presenciar o desfile... fiquei andando atras das crianças.. tava quase no desfile kkk
mas definitivamente aquilo me encantava!
em seguida fui correndo para o bus.. e enfrentei mais uma noite fria e de grandes saculejos..
fui na janela do bus.... escutando musica e olhando o ceu mais estrelado que do interior do brasil e mesmo não tendo sido A VIAGEM para UYUNI por conta daquele guia folgado.. a bolivia sempre vai valer a pena pra mim!




quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Bolívia - Downhill na Estrada da Morte

Domingo, 31 de julho de 2011


Marquei de encontrar o Marcel logo cedo na agência que seria responsável de nos levar à uma cidade da Bolívia chamada Coroico para fazer o Downhill na estrada da morte.

Cheguei na agência que ficava na Calle Sagarnaga (cruzamento com a Illampu), e ao aguardar o Marcel que ainda não chegara, notei um menino loiro com o cabelo mais bizarro que já vi na vida, fiz amizade com ele.. ele se chamava Jake, era inglês e que tortura falar inglês com ele!

Acho que ficar mais de 15 dias falando espanhol me deixou muito mal acostumada e me regrediu mais do que já sou regredida naturalmente no inglês.. rs mas conseguimos conversar por entre mímicas, caça palavras-sinônimo.. e um belo de um portuglês requintado com um “Q” español! Rs
O Marcel chegou... dei aquele abraço no parceiro! E seguimos pra van que iria nos levar ao nosso destino.

O desnível do Downhill é de aproximadamente 3.000 metros iniciando aos 4.700 metros acima do nível do mar.. percorrendo 21 km das 10 da manhã até as 16 horas da tarde finalizando aos 1.600 msnm.



Quem for pra Coroico.. eu realmente recomendo roupas de calor! Apesar de estar inverno na Bolívia e de La Paz ser um lugar onde se faz muito frio.. e parecer insano levar roupas de calor: vai na minha: "LEVE!" Coroico te dá a sensação de que você está no Brasil.

Alem de montanhas demasiadamente verdes como as nossas.. faz um calor que lembra e muito nosso país tropical. Dizem que La está a Selva boliviana e é realmente de tirar o Fôlego!



O Inicio do percurso.. começamos no asfalto, colocamos as roupas apropriadas, um tanto mais resistente para alguma possível queda, comigo estava eu o Marcel, o Jake, dois bolivianos com o pai, e depois nos aliamos a outra agencia que só tinha caras chilenos e espanhóis.

É.. de mulher só tinha eu e a boliviana o resto se totalizava em 14 caras.




Eu dou um doce pra você adivinhar quem é a unica retardada dos braços pra cima.


Marceu, eu e Jake

Depois de uns 20 minutos ou meia hora de descida paramos em um lugar onde compraríamos o ingresso pra descida na estrada da morte. Não vou me recordar de valores... mais não era alto. Depois do ingresso comprado entramos na van, onde ela não parava de subir, iríamos pra segunda etapa do downhill : uma descida de estrada de terra, onde se faz necessário ficar freando o tempo inteiro! cheia de pedras relativamente grandes, sem proteções , guarde-rei, nada do gênero.. apenas memoriais de pessoas que faleceram naquela estrada e o abismo aguardando ser observado rapidamente enquanto passamos de bike ou a nossa queda.




Fui cautelosamente, não era a minha intensão cair,Tinha horas que meus tendões das mãos doíam de tanto que eu ficava freando... então quase que por minutos.. eu relaxava as mãos.. soltava o freio... corria a mais de 60 km por hora.. ao som de uma boa trilha sonora de Metallica no ultimo volume do meu MP3, até a próxima curva! Kkk



Cada curva era um cagasso... o medo de cair era grande... por que não havia ninguém por mim... nenhum guia estava no controle da minha bicicleta..e se eu falhasse não haveriam backup’s, ou acertava ou acertava.




Em alguns momentos parávamos pra tomar uma coca-cola.. uma água.. Eu não vou ter tantas fotos boas... por que nãoo usei minha maquina no downhill só tive fotos da agencia que por sinal não foram tããão boas assim.



Eu até levei minha câmera.. mas haviam fotos do pequeño Alpamayo! E NEM A PAU JUVENAL que eu iria correr o risco da minha câmera voar abismo abaixo e perder aquela raridade! Rs

Preferi deixar a câmera com o guia.. segura de tudo e todos.. e longe do meu jeito estabanado e muito atrapalhado que seria capaz de fazer sumir todas as imagens que conseguira no condoriri.

Bom... os bolivianos já eram... o menino e a menina caíram no meio da estrada.. (ainda bem que não foi no abismo rs ) aí.. já broxaram.. o pai deles ficou puto.. foi até na delegacia dar queixa da agencia.. (????????????????????? É.. Tb me perguntei pq... rs )








Só sobrou a Isabelle de mulher... cheguei invicta.... confesso que me desiquilibrei e cai no canteiro próximo ao barranco num dos ultimos kms.. não no abismo.. claro.. do contrario não teria condições de estar viva pra contar.. kkk (caí próximo à paredona de barro.. do lado oposto do perigo) masssssssssss como não me estrepei.. me considero invicta.. nem encostei a bunda no chão! Se não encostei.. tecnicamente não cai. Hááá!





Finalizamos o percurso aos 1.600 metros de altitude.. depois de um longo dia tremilicando na estrada de terra boliviana mais perigosa do mundo.. ao som de um ótimo rock’n’roll.



Depois fomos a um hotel almoçarmos (estava incluso no pacote.. ) havia piscina.. mais não havia tempo habil nem pra tomar banho.. rs almoçamos e voltamos  pra La paz.. cansadíssimos.. perto das 8 horas.. por tanto não se iluda: downhill não é programa de meio período.. é um programa que ocupa o dia inteiro! E a melhor coisa que eu fiz na vida foi faze-lo depois das montanhas... se não eu não teria condições de dar um passo em neve.. com o corpo dolorido do dia seguinte!


Marcel

Jake com o cabelo "bufalo soul jaaaah"...

A noite em La paz.. morta.. resolvi tomar um super café com chocolate no Alexander coffeee onde virei fã numero um e freqüentadora de carteirinha... pra minha sorte estava na FOX passando os simpsons.. a voz do Simpson dublada em espanhol é assustadora! e o Homer se chama HOMERO... tosco neh!? (curiosidades uteis pra vida).



Fiquei curtindo minha preguiça... e depois fui Pra o hostel ACABADA! tomei um banhoe desmaiei na cama.
Segunda-Feira, 01 de Agosto de 2011

Acordei de manhae pude ver no "meu quarto" duas figuras diferentes. Dois caras Alemães falando d forma intradutível.. rs eu tava com a boca toda queimada do frio..e dormi com HIPOGLOS na boca.. acredite.. eu naõ tenho senso do ridiculo mesmo.

Mas é claro que eu fiquei eperando os caras sairem correndo do quarto pra e levantar correndo pra lavar o hipoglos e me livrar do papelão de me verem naquele estado!rs

Tomei um banho. e ao sair.. disse um timido OI. sai por La Paz e fui fazer compras por la paz. sai com a cargueira vazia.. pra botar as compras.. la tem bastante lojas na calle Illampu, e foi la onde praticamente comprei tudo o que eu precisava.

Passear pelas ruas de La Paz é uma delicia.. até mesmo sozinha... nas lojas... nas ruas... as pessoas me paravam... quando sabiam que eu era brasileira.. acho que na bolivia em época de ferias... existem mais brasileiros do que os proprios bolivianos.. rsrsrs todos mto brothers.. todos na mesma pegada de mochilada, trocando dicas... experiencias...é algo unico.

Passei tambem por uma igrejinha que encontrei no caminho... e na hora que me levantei pra ir embora.. começou uma Santa Missa. Acabei sentando novamente e participando.
Fiquei Observando como era o comportamento das pessoas na igreja durante a santa missa.. nada tão diferente do brasil.. a não ser um momento: depois da consagração do corpo de cristo.. na hora das pessoas irem comungar... ninguem se levantou. (?????????????????????????????)

Ninguem foi comungar... somente o padre comungou.. e os ministros que estavam ajudando.
Fiquei com isso na cabeça.. e acho que eu ia ter formigas na calça se nao perguntasse por que ninguem comungou.. onde ja se viu? o povo naõ poder comungar?

Enfim... ao encerrar a Santa missa.. fuí até o altar e perguntei com o meu portunhol horrivel. POR QUE as pessoas não comungaram! e se o povo naõ podia comungar! o cara olhou pra mim.. com um ar pacifico, e me respondeu que todos podem comungar.. e que se ninguem se levantou.. é por que ninguem se sentiu preparado para receber o corpo de cristo.

Vai saber neh? enfim... foi algo bem diferente! rs
ja estava acabando o dia.. minha mochila estava bem cheia..eu tava parecendo a dona maria muambeira do  paraguai e voltei pro hostal.

Encontrei a Verô e a Lisa, e elas me disseram que haviam mais voluntarios alemães que estavam por la.. e aos poucos foram e apresentando à todos! Me recordo do Florian (Floppy) e um menino que tinha um nome complicado.. e mais algumas alemãs.


Tomamos um cadin de wisk ficamos batendo papo e ainda fomos na balada... no hotel loki! Não achei a melhor balada mas deu pra descontrair com o pessoal!

Terça Feira, 02 de Agosto de 2011

Acordei com uma ressaquinha básica.. fiquei com o pessoal no hotel.. descansando e assistindo um filme que não vou me lembrar do nome.. andei pelas ruas de La Paz com a Lisa e a Veronica.. (duas alemãs) à tarde pra ver na rodoviaria que horas sairia o ônibus para Uyuni e me dei conta que era dentro de muito pouco tempo: as 18:30pm.

Fui pro hostal correndo.. e arrumei minhas malas.. ainda passei no salão de cabelereiro e ainda fiz um dread com as cores pra Bolívia. Peguei a estrada sentido Uyuni, eu iria viajar a noite toda.





terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pequeño Alpamayo: Face à Face.

Pequeño Alpamayo - Bolívia


Quinta- Feira, 28 de julho de 2011
Acordei Com o Rafa fazendo barulho e se arrumando pra seguir seu rumo sentido Isla Del sol, me despedi dele e comecei a me preparar para o grande momento e objetivo da minha viagem: Escalar o Pequeño Alpamayo.
Ainda com vestígios da gripe.. porém muito melhor que o dia anterior, o Medo de não conseguir o Pequeño Alpamayo já me bastava... não necessitava de uma Gripe: aumentava minha apreensão. Eram muitos medos, e uma esperança.
Em comparação ao Huayna Potossi (6.088msnm) o Pequeño Alpamayo era Menor, medindo aproximadamente 5.420 metros de altitude, isso significa que na faixa de altitude do Alpamayo eu não havia passado mal até então (pois no Huayna comecei a sentir algo na faixa de 5.600m). Isso era um ponto mais do que positivo pra mim, afinal, em alta montanha o gigante a ser enfrentado era a Altitude, entretanto, mesmo com este pensamento positivo eu ainda estava apreensiva, com um medo danado de não conseguir, além de se tratar de uma montanha de Graduação Alpina AD (Algo Difícil) sendo um pouco mais trabalhosa e técnica que o Huayna.
Tomei um taxi por 10 bls até a calle Illampu e me dirigi novamente até a Albert, foi quando conheci na salinha de equipamentos o Marcel, Paulista que estara pela primeira vez subindo uma montanha e encararia comigo o P.A..
Entramos na Van e aconteceu algo curioso.. quando estávamos esperando o nosso super guia ALEX, acho que a van não podia ficar parada La na calle Illampu.. e um guardinha invés de deixar um papelzinho de multa como aqui no Brasil, foi lá e lascou um mega adesivo bem no vidro do carro “INFRATOR” kkkk mto bom!
Todos à postos.. fomos sentido condoriri.. a viagem demorou algumas horas.. talvez 2h se não me falha a memória. 






  

Chegamos a Cidade de Tuni, um povoado simplezinho.. com casas de barro.. onde se via poucas pessoas do lado de fora das casas... o silêncio, o céu azul, o sol e o tom bege com marrom é o que me faz lembrar de lá.




Deixamos nossas cargueiras e equipamentos para serem levados por burricos e seguimos uma caminhada de quase 3 horas apenas com água em nossa mochila de ataque.
Passamos pela Laguna TUNI, um lago com água de desgelo, azul da cor do céu e com trutas reproduzidas por pessoas da região.







Fizemos uma parada, e comemos um almoço gelado.. sentados na grama no meio do caminho.. foi onde conheci o Nico, Um israelense que vive no Canadá e estava na Bolívia para fazer várias montanhas, gente FINÍSSIMA! Seguimos nosso Caminho até a Laguna Chiarkota onde montamos nosso acampamento.





 


Eu estava um pouco preocupada em relação à gripe.. então depois de jantarmos eu não fiquei muito tempo do lado de fora. Tomei um Chá quente de mel com limão e Tapsan e entrei dentro da barraca pra me aquecer, descansar.. pois quando acordasse à meia noite, faríamos o tão esperado ataque e eu precisava estar bem. Lembro-me antes de dormir ter pedido à Deus uma boa Ascensão e que essa gripe não interferisse em nada.
Sexta feira, 29 de Julho de 2011
Acordei com a voz do Alex do lado de fora da barraca chamando "I'ss'abelle..!" já era a hora de se arrumar para seguirmos em ataque. Desta vez não estava com as roupas fornecidas pela agência, pois no Huayna quando os guias viram minha calça da Queshua e meu anorak da Salomon.. falaram pra que eu não usasse da agência.. já que eu estava com um equipamento bons.. ou seja... meu equipamento utilizado no Brasil estava de bom tamanho para enfrentar a montanha e de fato me serviu e muito sem me causar nenhum perrengue (para as montanhas que fiz.).
Como de prache tomamos um “café da manhã” leve e um bom mate de coca, eu enchi a minha garrafa térmica (nova) de mate invez de levar água (por que no Huayna meu camel back congelou no cano) e seguimos de Botas de trekking, levando todo o resto do equipamento na mochila de ataque.
Tinhamos pela frente uma hora de caminhada Até chegar na parte de gelo onde necessitaríamos de grampones. Estava tudo escuro.. e fizemos esta caminhada de headlamp num ritmo forte.. eu estava MEGA empolgada.. a gripe estava 99% curada, fisicamente estava bem.. psicologicamente também! Tudo estava ao meu favor.
Apesar do clima extremamente frio da madrugada.. logo o calor chegou.. abri algumas camadas de fleeces para refrescar. Chegamos na parte nevada onde paramos para trocarmos os calçados. Deixamos nossas botas em baixo de uma pedra, e colocamos as botas para neve, os grampones e iniciamos com garra.
Na frente estava o Alex, eu no meio e o Marcel atrás de mim, todos unidos pela mesma corda numa distância de um metro e meio ou dois. Eu estava completamente diferente do Huayna, minha resistência física tinha melhorado 300%, acredito que fisicamente.. meu corpo apanhou bastante então eu estava bem condicionada, não sentia tanto peso das botas.. e a altitude também não me afetava. Seguimos muito bem nossa caminhada. Lembro-me de estar caminhando e ver de forma muito rápida uma estela cadente. Inesquecível.
Para conquistar o Alpamayo, é necessário subir uma rampa que fica ao lado de uma montanha que chamam de Pirâmide Blanca, depois seguirmos para o cume do Tarija (onde somente de lá é possível enxergar o Alpamayo), e descendo o Tarija inicia-se a ascensão.
Nesta Rampa de neve, senti a corda puxar, era o Marcel que estava diminuindo o ritmo, quando olhei pra ele.. Pude ver como num espelho o marcel igual à mim na ascensão ao Huayna: muito cansado.. provavelmente sentindo o peso da bota, e a altitude. Olhar pra ele era como me ver dias atrás. Ele dava 5 passos e sentia-se cansado.
Primeiro de tudo: coloquei na minha cabeça que se ele passasse mal.. voltaríamos sem problema nenhum, afinal montanha é assim e eu não faria diferente de como o Rafa agiu comigo no Huayna. Se um dia alguem voltou por mim.. no outro dia eu posso voltar por alguém sem problemas. Depois, eu tentei deixar ele o mais a vontade possível, disse que faríamos o ritmo dele.. que caminharíamos mais devagar.. e assim prosseguimos.
Paramos pra tomar um mate e eu na minha ausênscia de inteligência sem igual.. sei lá o que se passou pela minha cabeça! Talvez eu tivesse confundido a garrafa térmica com uma garrafa de gatorade! Por que coloquei mate na tampa da garrafa e dei pro Marcel tomar, e na seqüência tentei beber no bico da garrafa o chá.
É claro que caiu chá pra tudo quanto era lado.. na minha balaclava, na minha luva e uma atitude tão simples e burra começou a congelar seriamente a minha mão (luva 2º pele) e minha balaclava. Sentia meus dedos DOEREM intensamente de tanto frio pois o chá que caiu na luva congelou diante de uma temperatura baixa que fazia, o que me levou a tirar imediatamente a minha primeira camada de luva. A balaclava coloquei a parte que cobre a boca, pra baixo do queixo solucionando o problema.
Segui adiante somente com o meu par de luva grosso, de alta montanha o que pra minha sorte foi suficiente.. pois sinto muito calor nas extremidades enquanto ando. O Marcel foi muito, mais muito persistente, ele não falou em nenhum momento sobre desistir! Ele estava extremamente cansado, mais já havíamos passado ao lado do Pirâmide Blanca e estávamos sentido Tarija.
Ele sabia que se ele chegasse no Tarija, ele poderia ficar e deixar eu e o Alex seguirmos sentido Alpamayo por que o Nico e outras 3 pessoas estavam na frente.. e voltariam logo; Então ele fez um esforço do qual eu não vou me esquecer: ele comentava comigo que sabia que aquilo era importante pra mim e apesar de eu dizer que estávamos com ele, apesar dele saber que poderia desistir sem ao menos chegar no Tarija, eu sei que ele se esforçou muito por ele e por mim.
A subida do Tarija era relativamente íngreme, e aos poucos fomos conquistando. O sol foi nascendo por detrás da montanha.. não conseguimos ver ele despontar no horizonte, mas percebemos o dia clarear. Subir o tarija era depositar toda a minha ansiedade em ver pela primeira vez o Pequeño Alpamayo. Pois ainda não tinha NENHUMA visibilidade desta montanha. Fui chegando aos poucos no cume do Tarija e ao chegar.. fiquei estasiada!


Ver o Pequeño Alpamayo era algo Surreal. Toda vez que me lembro dessa imagem sinto meu coração desrritimado.. Ele é simplesmente Lindo. Exatamente como vira na internet, todavia, naquela hora era Eu e o Alpamayo: frente à frente, diante dos meus olhos! Eu estava o conhecendo pessoalmente.
Minha gratidão ao Marcel vai ser eterna! Ele poderia ter desistido do Tarija sem duvidas! Ele poderia ter abortado com todo o direito dele! Mais ele fez diferente, comprou a briga por mim e lutou pra chegar até o Tarija e com um tom de “missão cumprida” ele falou: “Gente, daqui eu não passo, eu vou ficar por aqui, vai La mocinha! ” me deu um abraço de amigo me desejando boa sorte.


Eu e Marcel no Cume do Tarija.
Eu sou Imensamente grata ao Marcel, um cara coração, gente boa.. e que mal me conhecia. Fez tudo isso por ele e por mim demonstrando grande garra em conquistar um cume: o Tarija. E aqui quero deixar meu agradecimento público à essa peça-chave da conquista ao Alpamayo!
De lá do Tarija pudemos enxergar o Nico mais 3 pessoas escalando o alpamayo em sua parte final próximo do cume.


Como o Marcel iria ficar alguns minutos parado no Tarija, fiz questão de deixar minha garrafa térmica com mate quente pra ele se aquecer.. ele com certeza sentiria mais frio do que eu, deixei meu bastão e segui sem água, apenas com 2 pioletts (o meu e o do Marcel) e minha mochila de ataque contendo protetor solar, uma bandeira e minha máquina fotográfica.
Desescalamos o Tarija onde há uma parte de rocha, lembro-me das garras dos grampones entrando em atrito com a rocha.. nossa! Como aquilo me dava aflição! Rs


Pé na neve e eu estava na base do Pequeño Alpamayo: me sentindo como uma criança de ingresso nas mãos ao maior parque de diversões da cidade! Eu estava explodindo por dentro e o Alex percebia isso! Se alegrava comigo e me motivava cada vez mais a subir!
De Forma quase que mágica, eu estava ótima fisicamente! Só meu coração que parecia que ia explodir de felicidade em cada passo que eu dava no Pequeño Alpamayo! Pra mim.. é claro que eu queria chegar no cume.. mais cada passo ali naquela montanha tinha um gosto diferente!
Foi aí que senti da maneira mais literal aquela frase clichê que todos usam: que o prazer não está no cume e sim no caminho; Ali, isso se fez verdade em mim. Escalar passo à passo naquela montanha.. era como dedilhar minha musica preferida no violão.
O Alex sempre me mostrava técnicas novas de como proceder nas ascensões, e eu prestava o máximo de atenção para aprender e absorver tudo o que ele me ensinara.
Outra coisa que eu estava achando o Máximo: escalarmos o P. Alpamayo pela crista... eu adoro andar pela crista da montanha.. era coisa de: escorregou pra direita.. caiu.. escorregou pra esquerda: caiu, é fantástico e exige um pouco mais de atenção.
Eu estava à mil e o Alex percebeu isso, disse que eu estava BEM melhor e foi nesse clima de felicidade que fomos alcançando os últimos lances. Me encontrei com o Nico que acabara de fazer cume.. conversamos brevemente e ele seguiu descendo a montanha de encontro ao Marcel para retornarem à base. Nos últimos 200m próximo ao cume, existe uma parte mais técnica onde eu estava presa somente pelos meus grampones e piolets na parede de gelo e uma corda presa entre eu e o Alex.
Me concentrei ao máximo para fazer movimentos precisos e segui focada no que eu estava fazendo: cravando firmemente os dois piolets (garantindo 2 apoios das mãos), e dando o próximo passo acima. Cravando firmemente os grampones (garantindo 2 apoios dos pés) para me dar estabilidade de firmar os piolets um lance acima.


Lembro de quando olhei pra cima e estava à metros do cume, a alegria de me sentir inteira do Alpamayo era absurda.. mais ainda quando eu me aproximara do momento mais esperado da viagem: fazer o cume do Alpamayo, era mais que uma gana, status, febre de cume ou qualquer coisa parecida. Era como ter o Alpamayo só pra mim, ou de alguma forma ser totalmente dele naquele instante, tendo uma intimidade no qual esperei e desejei por muito tempo. Quem corre atras do que quer, e consegue, talvez possa entender o que senti.
O Alex subiu e eu perguntei: “aí é o cume?” ele respondeu “si! Venga Isabelle!”
Quando cheguei no cume, apesar de estar explodindo por dentro de alegria, minha reação não foi eufórica, pelo contrário.. não gritei.. não fiz nada.. a primeira coisa que naturalmente fiz foi cair de joelhos e demonstrar pra mim mesma o respeito que tenho por essa montanha.


Fazia um frio absurdo acompanhado de vento relativamente forte e sol. Fechei meus olhos e agradeci à Deus por ter conseguido chegar até ali. Me passavam zilhões de coisas na cabeça, vinha tudo o que eu passei pra estar ali, todo o meu sonho de estar naquela hora, naquele lugar, cada incentivo que recebi das pessoas com o episódio do Huayna e uma frase que eu escutei antes de viajar, quando perguntei ao Davi Caetano se eu seria capaz de subir o Pequeño Alpamayo, Ele me respondeu: "Se eu tivesse que apostar em você, apostaria que vc consegue." Essa frase ecoou por muitas vezes durante minha ascensão e se fez importante pra mim.


Impressionante era ver as outras montanhas face à face..encarando de frente e do alto. O Condoriri é lindo visto de cima.




O Alex me deu parabéns.. e eu agradeci ele aos montes por ter me encorajado e acreditado em mim quando eu já estava descrente da minha capacidade em alta montanha.
Tirei meu capacete, minha balaclava pra fazer umas fotos, tentei gravar vídeos no cume.. mas todos saíam errado.. cortados.. e o único que consegui fazer, não é muito audível por que fazia muito, muito vento só dá pra escutar no final depois que eu falei o sermão da montanha o meu “Obrigada” rsrs mas valeu as imagens!


Como disse, o vento era forte.. e La em cima fazia muito frio! Beirava por volta dos -18 graus e minha orelha começou a pedrificar, mal a sentia.. o Alex fez algumas fotos minhas e em seguida me chamou para que eu assinasse o livro do cume.
Um livrinho simplesinho.. pequenininho enrolado em um plástico que ficava debaixo de umas pedras contendo as escritas em sua capa: “Entonces el Dios del amor y La paz permanecerá con ustedes”. Escrevi brevemente no livro e nos preparamos para descermos.




Quando estava a poucos metros abaixo do cume.. me lembrei que queria muito alguma pedra de recordação, então na parte onde estávamos desescalando, me protifiquei de pegar algumas pedrinhas que estavam próximas a mim e colocar seguros dentro do bolso do meu anorak. As tenho guardadas até hoje.
Fomos descendo com atenção redobrada e uma certa parte, havia possibilidade de rapelarmos para descermos mais rápido e assim fizemos. Descemos de forma rápida o Alpamayo e logo estávamos na base to Tarija. 






Paramos para descansar e eu disse ao Alex que precisava muito fazer xixi! Rs ele se afastou e eu tive o xixi mais rico da minha vida..de frente pro Pequeño Alpamayo kk.
Subimos, eu peguei o meu bastão que havia deixado lá e seguimos adiante, descemos o Tarija e já na rampa final o Alex perguntou por quanto eu venderia meu óculos da Jumbo.
O Alex tinha um óculos da Hot Wheels, JURO POR DEUS! Era quase de brinquedo, amarelo, Aquilo e nada.. acho que talvez fosse melhor ele estar sem óculos mas era tudo o que ele tinha. Infelizmente as agências em geral não investem em equipamentos bons para os guias.. e neve é algo sério quando se transita freqüentemente. Sem apegos dei o meu de presente pra ele, sei que ele precisaria mais do que eu.


Ao sairmos da parte nevada, encontramos com 3 equatorianos que nos viram no cume, eles também tentaram fazer o Pequeno alpamayo mas confundiram o Tarija com a Piramide Blanca, então abortaram e deixaram pra fazer no outro dia. Peguei minha bota de trekking que havia deixado lá.. tiramos os equipamentos de neve, guardamos na mochila e seguimos andando sentido acampamento.
No caminho pude encontrar o Marcel que estava andando na boa.. devagar curtindo o caminho. O Alex foi na frente com a minha camera pois estava preocupado em fazer nosso almoço.


eu e o marcel retornando ao acampamento conversando.
O Marcel tava um pouco triste.. mas conversamos bastante.. e ele foi mto guerreiro em conseguir chegar até o tarija!
Chegamos no acampamento e almoçamos, o Nico estava de saída, desarmou o acampamento dele e seguiu sentido tuni enquanto a gente se quedaria mais uma noite por lá. Fomos para o chiarkota pescar trutas para o jantar. O Alex pescou 3 trutas o que nos garantiu um jantar divino e mto bem temperado!!




Depois do jantar.. ficamos deitados numa pedra próximo à nossas barracas. O condoriri não havia luz elétrica.. ali existia apenas o céu forrado de estrelas e nos colocamos todos a observa-las, eram muitas... fora do padrão.. talvez por que estavamos em um lugar alto.. não sei!
Sei que era tanta estrela que algumas se mexiam.. e enchergavamos elas se mexendo a olho nu, o Alex disse que provavelmente eram Satelites móveis que pareciam com estelas que se moviam no céu.
Depois de muita prosa, cada um Foi pra sua barraca ter uma merecida noite de sono.



Sábado, 30 de julho de 2011
Acordei com o Sol nascendo por detrás do pico Agujas Negras, abri uma fresta da barraca e fiquei olhando de camarote enrolada no meu saco de dormir aquele nascer do sol fantástico. Notei que a noite fez tanto frio que a minha água que estava em uma garafa de plástico havia congelado.
Tomamos café da manha.. ficamos lá de bobeira, almoçamos, arrumamos nossas coisas e seguimos sentido Tuni. Esperamos um carro que iria nos levar novamente à La paz.
Chegando em La Paz eu e o Marcel fomos ver o que daria pra fazermos juntos no dia seguinte, ficamos em duvida entre o Downhill na estrada da morte ou o Salar de Uyni, mas como tinhamos acabado de chegar de viagem.. achamos melhor agendar o downhill do que viajar novamente naquela mesma noite para uyuni seria um tanto quanto cansativo.
Fechamos o downhill para o dia seguinte, e encontramos na rua um cara de rosto familiar vindo em nossa direção e sorrindo.. depois de um tempo olhando pra ele me toquei : Era o Nico! Rsrsrs as pessoas de banho tomado ficam quase que irreconhecíveis! Rs então marcamos de jantarmos juntos.
Cada um foi para o seu hostal, eu para o Onkell in, o Marcel para o Copacabana e o Nico para o Loki, e nos encontramos na calle Illampu as 20h para comer aquela pizza da boa e tomarmos uma cerveja gelada.
Tivemos um jantar agradabilíssimo, nos despedimos do marcel o Nico me acompanhou até o taxi e foi a ultima vez que eu o vi, já o Marcel me encontraria no dia seguinte para seguirmos juntos à Coroico.